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Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Iremos relatar a experiencia incrível de Descer a Cachoeira da Torre e passar por tantas outras Cachoeiras maravilhosas nesta inesquecível travessia. Realizada a partir da sexta-feira do dia 12-09-2014 São Bernardo do Campo finalizando na tarde de domingo dia 14-09-2014 em Cubatão.

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Relato travessia – Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão

 

Era algo que já tínhamos cogitado fazer porém era uma travessia que estava bem atrás de de outras estando como uma das últimas a ser realizada na Serra do Mar. Primeiramente por praticamente não existirem informações sobre o local o que dificultava muito nossa programação, outro porém seria o “time” que faria parte desta empreitada e quais pessoas topariam um “vara mato” em uma região pouco explorada além desses fatores uma questão muito importante era o fato de sabermos que não era uma travessia fácil e o pouco que conseguimos de informações grande parte das pessoas a consideravam de difícil a impossível. Levando em consideração todos esses fatores tinhamos em mente que esta travessia deveria ser bem programada e uma peculiaridade individual minha (Thiago Baiões) nunca havia ido a Cachoeira da Torre e não fazia ideia real da magnitude da mesma, apenas tinha certeza baseando-me no que todos falam que seu tamanho (altura) encanta quem vê-la e assustam aqueles que pensam em desce-la.

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Com  outra “Trip” marcada com um time fantástico (praticamente o mesmo da travessia Vale da Morte) acreditávamos que iriamos fazer a travessia Marsilac x Itanhaem mas por alguns imprevistos na sexta-feira de manhã um brother precisou desmarcar o role e achamos mancada ir fazer esta travessia sem ele nos vendo “sem rolê” começamos a pensar para onde iriámos já que nossa programação havia “ido pelos ares”, como tudo ocorreu de última hora o time acabou se separando e cada um foi arrumando o que fazer para não acabar perdendo o fim de semana eu o meu grandissíssimo amigo Raphael Yamamoto (Japa) queríamos de qualquer jeito uma Trip no mato de sexta-feira a domingo e preferencialmente em algum lugar que não conhecíamos ainda.

O Japa é extremamente motivado e ansioso e quando se viu sem o rolê programado teve uma “crise de urticária” e foi mandando uma série de possibilidades de rolê, com toda certeza todas as opções citadas eram magníficas porém estamos num período de contenção financeira e estávamos dando preferencia por locais que nos fariam gastar pouca grana e como já tínhamos os equipamentos e o que precisaríamos para comer só estávamos preocupados com o gasto com a logística e o tempo já que segunda precisávamos trampar. A escolha e decisão se deu mais ou menos por esse diálogo:

(Japa falando por “what´s” e ou email)

  • Baiões podemos tentar descer a Cachoeira da Torre mas só existe um relato sobre o lugar e conversei com um dos “caras” que participou da Trip, ele disse que é TOP, mas que é F…(difícil) e perigosa. E eu acho que pra gente fazer só nós dois é zica, se arrumássemos pelo menos mais um era melhor e mais garantido. Lê o relato e me fala o que acha

(Thiago Baiões falando)

  • Japa em dois deve ser zica mesmo, mas vou ler aqui e já te falo

Neste momento para todos saberem o relato tem cerca de 5 páginas e eu estava trabalhando e a cada 5 minutos o diálogo se dava assim:

  • Baiões, já leu?  O que acha?
  • Já leu?
  • Quando ler avisa ai!! Já leu?? Ta lendo??? E ai vamos???

Eu paciente e educado como sempre :

  • To Lendo P…

Quando terminei:

  • Japa muito louca a Trip se arrumar mais um melhor e mais seguro, senão Fo… e vamos só nós dois mesmo.

Resolvido a Trip entre mensagens e ligações fomos nos organizando, a noite nos encontramos em minha casa em Ribeirão Pires, separamos o que iriamos levar no intuito de ir o mais leve possível porém sem muito êxito nesta missão. Conseguimos carona com um grande amigo nosso André Silva até a entrada do Parque Estadual Serra do Mar em São Bernardo do Campo na estrada velha de Santos, despedidas, comprimentos eu e o Japa adentramos no caminho que corta a portaria do Parque e fomos em direção a Cachoeira da Torre, isso já eram umas 23 horas, a noite estava linda e enluarada com uma brisa fresca os assuntos fluíam naturalmente de forma descontraída, como tudo era novidade para mim, fui apreciando todo o caminho, fiquei maravilhado com a vista do Mirante de Cubatão toda iluminada.

Chegando ao pé da Torre de energia que da nome a Cachoeira ouvir o barulho da água, sentir a brisa e o cheiro do lugar, já fez valer a caminhada daquela noite, jogamos nossas cargueiras onde iriamos passar a noite e “corremos” para a cachoeira para tentarmos imaginar o que iriamos fazer no dia seguinte.

Sentamos na rocha a beira da primeira queda da cachoeira acendemos nosso cigarrinho e começamos a apreciar cada peculiaridade do local, a altura que estávamos, a água, a serra a nosso frente e a cachoeira, começamos a discutir o que pensávamos em fazer para chegar lá em baixo e aquele leve frio na barriga de enfrentar o desconhecido, passaram-se alguns minutos e talvez até uma horinha decidimos subir até onde ficaríamos acomodados para bater um papo e fazer um rango já que naquela hora a fome já estava latente, ao som de Raul Seixas e muito papo o Japa fez um rango caprichado e saudável, comemos e ainda ficamos um bom tempo falando da vida e fomos dormir já eram quase 4 horas da matina, umas 07 e pouco da manha a claridade nos despertou para a realidade e nos lembrou do que fomos fazer lá. Fizemos um cafézinho básico, comemos e juntamos nossas coisas, poses para fotos e lá vamos nós.

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Yakissobão noturno

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Yakissobão noturno

Nossa primeira investida foi descer a primeira queda da Torre na esperança de conseguir desce-la, com as cargueiras uma descida que era relativamente fácil tornou-se uma descida técnica feita com muito cuidado e cautela, quando chegamos ao pé desta primeira queda tiramos fotos, apreciamos sua beleza e começamos a caçar caminho possíveis para descer a segunda parte, o resultado disso foi bem simples, tivemos que subir por que é humanamente “impossível” fazer aquela descida pela cachoeira ou suas beradas, sentamos para ler o relato e tentar descobrir por onde exatamente o outro grupo passou, mas como mágica o relato havia evaporado de minha mochila e fomos fazendo uma reconstrução mental do mesmo, subindo optamos por entrar no mato a esquerda da quem quer descer a cachoeira como o primeiro grupo fez, e encaramos os velho e conhecido “vara mato” tomamos o cuidado de evitar subir muito pelo mato e fomos tentando o máximo possível manter-nos o mais próximo da cachoeira, o resultado foi uma vista privilegiada de toda sua extensão do nosso lado direito, seguindo o caminho chegamos a uma nascente e optamos por desce-la, de inicio nossa única dificuldade era o terreno bem liso e horas estreito mas logo a frente começaram a aparecer algumas “quedinhas” mais altas e locais com pedras soltas, até chegarmos em uma um queda um pouco mais alta e sem beiradas que nos possibilitasse contorna-la sem muita caminhada, optamos a usar corda. O Japa desceu na frente e por sorte ou azar no final da descida algo aconteceu e ele acabou escorregando e 3 dedos dele acabou sendo pressionados pela corda resultando numa contusão que o acompanhou até o final da Trip, eu particularmente não creio que teria tanta força quanto ele, já que mesmo com a mão e dedos inchados, além de fazer todo o rolê aproveitou as cachus não reclamou (Parabéns JAPA ) mas voltando, deste ponto em diante os obstáculos só aumentavam, descida com corda, “vara-mato” nervoso terreno bem declive e muitas pedras soltas, especialmente na parte da nascente.

Finalmente chegamos ao rio, largamos nossas cargueiras ali mesmo e começamos a atravessa-lo e subi-lo para chegar ao pé da Cachoeira da Torre, logo nos deparamos com uma das vistas mais lindas e gostosas de minha vida aquela cachoeira majestosa com uma cascata magnífica nos convidando para conhece-la, fomos o mais rápido possível mas com todo cuidado, quando chegamos lá a praticamente impossível descrever a excitação do momento, aquela cachoeira linda imponente com um poço de grandeza igualável, o Japa praticamente chegou e pulou na água eu um pouco mais cauteloso e contido, tirei algumas fotos me preparei e fui beirando o poço até chegar ao pé da majestosa cachoeira e seguindo as orientações do Japa até chegar a queda e sentir toda aquela água lavando meu corpo e minha alma, ali ficamos um bom tempo entre fotos e “tchibuns” na água, ainda encontramos um par de chinelos que pareciam saber  que o Japa não havia levado o dele.rs, além dos chinelos ali estavam algumas garrafas que provavelmente devem ter vindo da parte de cima em épocas de cheia ou que tenham caído da mão de alguém, como que em forma de agradecimento a Mãe Natureza por nos possibilitar apreciar aquela maravilha recolhemos todo o lixo que encontramos durante a descida.

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Cachoeira Monstra

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Cachoeira Monstra

Decidimos seguir caminho mas já extremamente satisfeitos com o rolê e por saber que o que vimos, apreciamos e desfrutamos não é algo que foi feito por muitos, indo ao encontro de nossas cargueiras nos demos conta de que tínhamos esquecido uma das câmeras e como eu estava atras fui sorteado a ir busca-la, problema resolvido chegamos as mochilas paramos para fazer um pequeno lanche e ficamos filosofando do quanto somos sortudos por conseguir estar ali e desfrutar de tudo aquilo. Andamos cerca de uns 2 km pelo rio até nos depararmos com mais uma belíssima cachoeira que ainda não conseguimos nos reunir para batiza-la, que chega a dar impressão que seria possível escorregar até a parte de baixo, porém como não tinhamos vista do poço lá em baixo e nem de como era a queda pós “tobogã” tiramos algumas fotos e entramos no mato a nossa direita para mais um pouco de “vara mato”, o que nos surpreendeu bastante é a quantidade de árvores que caem naquela região dentro e fora do rio, é praticamente impossível fazer o “vara-mato” sem luvas devido a quantidade enorme de espinhos nos caminho, andamos um bom tempo entre subidas e descidas e quando percebemos que haviamos passado a queda da cachoeira na primeira oportunidade voltamos a descer até chegar ao rio novamente, chagando no rio procedemos como na Torre, largamos as bolsas e subimos até a cachoeira o canyon formado fazia uma curva muito bonita mas nos impedia de ver a cachoeira e conforme fomos subindo mais uma vez fomos surpreendidos pois a cachoeira ali não era tão alta mas era de uma beleza estonteante e com um belíssimo poço também, mas desta vez nos contentamos em aprecia-la de fora, sentamos de frente a ela fumamos um cigarro e ficamos ali olhando admirados, falamos um pouco do quanto é maravilhoso viver e sentir o que realmente vale a pena na vida a gente não paga nada para desfrutar e apreciar.

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Mais cachus

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Mais cachus

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Mais quedas

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Mais quedas

De volta as bolsas voltamos a caminhar desta vez pelo rio, pulando pedras, contornando umas partes por terra e logo a nossa frente mais uma belezinha, um lago relativamente grande com um tronco dentre quase que propositalmente para  nos permitir passear pelo lago segurando nele, fizemos umas Self´s dentro da água, mergulhamos, nadamos, pulamos e isso já eram umas 16 da tarde, de volta a realidade e já pensando onde nos acomodariámos, voltamos a descer, logo a frente mais uma cachoeira, novamente adentramos no mato e desta vez um pouco menos que nas outras logo conseguimos voltar ao rio e como das outras vezes paramos para curtir a cachoeira que era simplesmente linda e que ainda não batizamos também, esta tinha traçados únicos, uma beleza singular que tornou a travessia ainda mais interessante, fotos e cia, ficamos menos tempo nesta pois devido a hora os borrachudos estavam ferozes e nos parecíamos o prato principal, “corremos” dali e uns 500 metros a frente encontramos uma rocha que parecia ser esculpida para ser dormitório dos aventureiros que se arriscariam passar a noite ali, grande suficiente para montar barraca, espalhar as roupas molhadas e sobrar espaço para cozinharmos, aliás pro Japa cozinhar.rs, isso já passavam das 18h e por incrivel que pareça um raio cai sim 2 vezes na mesma cabeça, sentimos falta da GoPró e tivemos que subir até a cachoeira anterior para busca-la a luz das lanternas, por sorte ela havia caído num vão de pedra que não permitiu que o rio levasse ela embora. Depois do susto voltamos ao nosso alojamento e lá comemos bem, o que não fizemos durante todo o dia, falamos de física a assistência-social. rs ouvindo uma boa música e bebendo nosso inigualável DUELO .rs nos rendemos ao sono já passavam da meia noite e dormimos como bebês naquela noite linda e clara.

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Mais cachus

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Mais cachus

Domingo de pé cedinho já que tivemos uma ótima noite de sono, a mão do Japa estava bem inchada por isso me encarreguei de desmontar barraca, enrolar os sacos de dormir e cia e o Japa ficou com o café da manhã, iniciamos nossa caminhada pelo rio entre caminhos possíveis pela direita e esquerda, ficamos um bom tempo por ele até chegamos a um canyon magnifico, levemente parecido com a Garganta do Diabo de Paranapiacaba, com paredões de pedra no entanto este mais extenso com um enorme curva que nos impossibilitava ver o rio e tinha uma vazão de água muito forte. O resultado “VARA MATO” pelo lado direito, mas este não foi um VARA MATO qualquer foi o VARA MATO, adentremos na mata já em uma subida relativamente alta e mato fechadíssimo, com muitos espinhos e árvores de pé e caídas, era impossível já ir beirando o lado esquerdo devido a enorme caída e se escorregássemos era game over, pois o canyon era bem alto, então fomos subindo como dava, cargueira prendendo o tempo todo nos galhos e matos e nós literalmente lutando contra a natureza, ficamos só subindo por volta de uma hora tentando manter uma linha reta pra não se distanciar demais do caminho que desejávamos, pois ainda tínhamos esperança de conseguir descer até o rio e ver aquele canyon de frente, mas nada nos permitia descer, pra ajudar o sortudo do Japa ao tentar me ajudar a sair de uns galhos cortou o polegar da mão direita num espinho, já estava pior que Seu Madruga como carpinteiro .kkkkk assim que encontramos um espaço que dava pra sentar e recompor um pouco as energias e fazer um curativo no dedo do Japa, como estávamos o GPS e tínhamos deixado salvo nele a Trilha do Padre José, vimos que estávamos a poucos quilômetros dela, isso nos indicava que não estávamos longe do fim da travessia, e começamos a pensar o que seria melhor, ir direto pra Trilha do Padre José ou tentar andar mais um pouco pra descer pro rio, como a teimosia é “melhor” que a razão, ficamos subindo na intenção de achar caminho pra descer, e isso foi por longos minutos até começarmos “inconscientemente” procurar a Trilha do Padre José,  pegamos o facão porque estava impossível andar sem quebrar uns galhos e tentávamos ir sentido a Trilha já citada, mas como o caminho estava extremamente ruim horas subíamos pela direita, hora esquerda até que chegamos ao que parecia ser impossível alcançar, o cume do morro, mas como ele tem abundante vegetação não dava para ver além de mato e árvores. Estávamos exaustos sem água já que tínhamos ideia que tomaríamos tal perdido até que encontramos uma nascente de água, nos deliciamos nela demos uma pequena pausa e seguimos caminho, sempre visando chegar a Trilha do Padre José, fiz o favor de esquecer meu facão na nascente se um dia encontrarem me devolvam, entre subidas e descidas, chegamos a uma espécie de canaleta de pedras soltas e no fim dela conseguimos avistar o que de primeiro olhar achamos que era água, talvez um poço, começamos a descer tudo até que chegamos ao nosso primeiro objetivo e percebemos que não passava de uma pedra molhada por uma singela bica d’água, o gps marcava menos de 1 km para a Trilha do Padre José, e estava certíssimo, logo a frente avistamos uma fita azul numa árvore indicando que chegamos a terras “habitadas”, a trilha de inicio meio fechada e cruzava constantemente o pequeno rio dali e fomos seguindo, até que começamos a escutar intensa vazão de água, até que nos deparamos com a Maravilhosa Cachoeira “Véu da Noiva”, uma queda com mais de 70 metros de altura, que deságua num vale de imensidão adequada a ela, só temos noção da força que aquele rio tem em períodos de cheia e constantes chuvas pela quantidade de árvores e troncos caídos no vale trazidos pela água, curiosamente um tronco caiu sua “cabeça” encravando-se a terra e aquilo que seria sua raiz tornou-se sua ponta, demonstrando a enorme potencia daquelas águas. Poses para fotos, vídeos um lanchinho e uns cigarros e aquela contemplação habitual da gente. Extremamente felizes por termos encerrado vitoriosos a travessia e chegado onde acreditávamos ser o fim de nossa jornada, começamos a descer o Parque do Pereque de Cubatão, e descobrimos um paraíso de poços e cascatas, com água límpida, transparente, para bebermos e nadarmos, cada 10 metros um poço novo pro “tchibum” até desisti de por e tirar a roupa de tantos poços lindos que eram impossíveis passar sem curti-los, conforme íamos andando apareciam alguns transeuntes pelo caminho e quando chegamos efetivamente no Parque, lá inúmeras pessoas compartilhando alguns metros do rio, outras na grama com bolas, churrascos e cia e conforme andávamos as despertávamos a curiosidade das pessoas ali, que nos olhavam uns curiosos outros com nojo, mas praticamente ninguém ignorava nossa passagem por ali, paramos no parque descarregamos nosso lixo e trocamos de roupa, seguimos direto para o ponto de ônibus onde pegamos informações e seguimos para o centro de Cubatão para rodoviária, paramos numa padaria, fizemos um breve lanche, paramos para comprar uns picolés e finalmente compramos nossas passagens para São Paulo, dormimos no ônibus e quando chegamos ao Jabaquara já deu vontade de voltar para o mato milhares de serem humanos em pleno domingo lotando a estação e os metros….

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão - Véu da Noiva

Descida da Cachoeira da Torre x Cubatão – Véu da Noiva

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Autor: Thiago Baiões
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Nome: Thiago Henrique Baiões idade: 29 anos Estado Civil: Solteiro Formação: Pedagogia/MBA Gestão estratégica de negócios/ Psicopedagogia Institucional e clínica Hobbies: Ler, Ouvir música, Assistir filmes e TRILHAR POR AI Paixão pela vida e pelas pessoas Frases que me inspiram: "Vivo a viver a vida no segundo e no instante eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." Raul Seixas "Liberdade, uma palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." Cecilia Meireles

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6 Comentários

  1. Que rolê muito loko!!! Li uns relatos que no parque tem muito lixo. Ainda está nesta situação? Pretendo ir só até a cachoeira véu da noiva.

  2. Bruna
    Apesar da enorme movimentação não vimos muito lixo e tal, até a cachoeira véu da noiva tem muito poço pra dar uns “tchibuns” e a cachu e simplismente majestosa. Vale muito a pena ir até ela, segue uma postagem que pode te interessar e qualquer coisa fale conosco. Boa trip

    http://coconomato.com.br/cachoeira-do-veu-da-noiva/

  3. Que relato incrível, adorei. Fiz a da torre esse ano seguindo as infos do site :)
    Que queda linda ela tem *-*, mas confesso que não teria a coragem de vocês rsrs

    Adoro o site de vocês ♥

  4. Obrigado pelos elogios Débora!

    Ano que vem teremos mais novidades ;)!

    Beijão!

  5. Meu adorei o relato , estou sempre na caxu da torre , queria saber onde desceram , não entendi ? Mandem mais fotos rapaziada.

  6. Olá Pahlo,

    Descemos pelo rio sem trilha, começando pelo lado esquerdo da cabeçeira da Torre, porém esse trajeto não tem trilha e nem caminho certo, é vara mato e beirando rio ;)!

    Beijão

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