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Travessia da Serra Fina em 4 Dias

Travessia da Serra Fina 4 em Dias – Não fazia nem 2 meses da minha última aventura na região da Serra Fina, mas apareceu uma ótima oportunidade para fazer a travessia em 4 dias, desta vez junto com outra galera e minha mulher que nunca tinha feito a travessia da Serra fina, aproveitamos a oportunidade e nos juntamos com o pessoal do Cabô Cabô e fechamos um time de 10 pessoas, eu estava tranquilo como já era minha quarta vez, mas mal sabia que passaria pelo maior perrengue da minha vida.

Clique e veja nossa página o com todas as informações e DICAS ESSENCIAIS para fazer a Serra Fina.

Quer ver mais travessias e Relatos? Veja na categoria Travessias e Relatos.

Entramos no esquema e já estava tudo bem organizado pelo Carlos e pela Gisely, com resgate do Edinho da Toyota por R$35,00 ida e volta por pessoa, podem falar o que for eu nunca gostei de pagar resgate, mas por R$35,00 ida e volta é um adianto para economizar 13 km na ida e mais alguns km na volta, para mim valeu MUITO a pena!

Travessia da Serra Fina 4 Dias

Travessia da Serra Fina 4 Dias

Travessia da Serra Fina em 4 Dias – Logística e Custo

Veja abaixo a logística e custo da Travessia Serra Fina

Logística

Saímos um dia antes do feriado para não pegar muvuca na travessia, já que era o único feriado do inverno de 2014.

A idéia era fazer o trajeto tradicional em 4 dias, 1º dia Capim Amarelo, 2º Dia Pedra da Mina, 3º dia Pico dos Três Estados e 4º Dia sítio do Pierre.

Custo

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Visual

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Visual

  • Passagem de SP x Passa Quatro (MG) pela Viação Cometa R$49,00;
  • Resgate do Eddinho da Toyota: R$35,00 por pessoa (com 10 pessoas);
  • Passagem de Passa Quatro x Cruzeiro pela Viação do Aço (R$5,40);
  • Passagem de Cruzeiro X SP (Tietê) pela Passaro Marrom (R$49,90);
  • Custo total de passagem: R$138,40

(CONTATO do Edinho da Toyota (015 35) 9963-4108 – (015 35) 9109-2022 / Casa (015 35) 3371-1660)

Dicas

Se você não quiser ler o relato vá até o final da página e veja as dicas essenciais para fazer a Travessia da Serra Fina.

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Travessia da Serra Fina em 4 Dias – 2014 – Preparativos e Alimentação

Como era minha quarta vez na Serra Fina eu já tinha algumas manhas e sabia que em 4 dias seria muito tranquilo o passeio, apesar de ser a primeira vez que subiria com muito peso, pois nas outras 3 vezes fizemos em 2 e 1 dia então o peso era no máximo 5 kg. Pegamos todo equipamento de montanha, saco de dormir, barraca, segunda peles, touca, balaclava, luvas e etc para não ter risco de pegar hipotermia durante a travessia.

Não curto muito a liosfood devido ao alto índice de sódio, mas desta vez levamos 6 para (testar) e compramos comida mesmo, tapioca, macarrão, molhos, proteína de soja texturizada, queijos, temperos, barras de cereais, rap 10, vegetais entre outros, para nos alimentar bem na travessia para não ficarmos com fraqueza ou com a imunidade baixa.

Tudo em ordem com as mochilas, as mesmas não foram pesadas porém eu chuto com a água uns 22 kg na minha mochila e 14 kg na da minha esposa.

Vamos ao relato:

Travessia da Serra Fina em 4 Dias 2014 – 1º dia SP x Alto do Capim Amarelo

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Nas Cristas

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Nas Cristas

Nos encontramos as 22:00 na plataforma, o time estava completo, Carlos Junior, Thiago Henrique, Gisely Boher, Leandro, Falco, Kristy, Harrison e Daniel, Bruna e eu. O bacana é que a Kristy, Harrison e Daniel eram colombianos que nos rendeu muitas trocas de palavrões em ambas as línguas.

Capotei no ônibus e acordei na rodoviária de Passa Quatro, o Eddinho da Toyota já estava nos esperando no horário combinado, 2 e pouco da manhã, começamos a arrumar as malas quando o Falco percebeu que tinha deixado sua mochila de ataque com sua carteira e alguns equipamentos no ônibus, e lá vai ele correndo com o Eddinho da Toyota atrás do ônibus, eles voltaram depois de uns 40 minutos com a sua mochila na mão, graças ao pé pesado do Eddinho eles alcançaram o ônibus na entrada de uma cidade próxima.

Subimos na parte traseiro da toyota, super bem estruturada, com bancos e com um toldo de ferro e muito confortável, levamos uns 30 minutos até a última parte com acesso ao carro, sem dúvidas foi incrível ver aquela estrada chata que já tinha percorrido 3 vezes em 2/3 horas em 30 minutos. Acertamos as contas com o Eddinho arrumamos as malas e partimos rumo a Toca do Lobo, já era cedo umas 4:30 da manhã.

Rapidamente chegamos a Toca do Lobo e a ideia era dormir um pouco, mas pelo horário todos decidiram tomar um café reforçado e iniciar a subida, com a comida contada fiz tapioca para minha esposa e eu e o resto da galera comeu seus apetrechos, batemos algumas fotos e fizemos um vídeo, como ninguém tinha feito a travessia eu tomei a frente seguido de minha esposa para iniciar a travessia, logo de inicio eu parei na Toca do Lobo e disse: CUIDADO PRA NÃO MOLHAR O PÉ! E adivinha quem foi o único imbecil que molhou o pé? EU! Logo após gritar eu enfiei o pé direito inteiro dentro da água, kkkk! Muito mané!

Como disse antes para o pessoal, o inicio da Serra Fina “os primeiros 10 minutos de Serra Fina são os piores”, é uma subida ingrime dentro de uma florestinha chata que já intimida qualquer um, na minha primeira vez eu pensei (Se for assim o tempo todo eu não vou conseguir!), mas logo a mata se abre e você já começa a ter um belo visual daquela montanha linda.

Por sorte o Carlos parou para dar uma “evacuada” e deu tempo para todos recuperarem o fôlego. A galera estava subindo animada, tranquilos e tirando muitas fotos e vídeos, por não ficar tirando muitas fotos ficamos um pouco a frente do pessoal (eu e esposa), paramos para aguardar todo mundo no 2º ponto de água, onde a brincadeira começaria de verdade, todo mundo acrescentou no mínimo 6 kg a mais nas cargueiras e ai que a parada começou a pegar, por sorte subimos o tempo todo com um visual bacana, com o tempo aberto e o sol não estava queimando tão forte. Sem dúvidas a subida para o Capim Amarelo é na minha opinião o dia mais difícil da Serra Fina, pois a gente ganha muita altitude com o máximo de peso, sem dúvidas foi a vez mais difícil que subi até o Capim Amarelo, foram 6 horas até o Capim, nas últimas vezes fizemos pela metade do tempo, paramos para almoçar meio dia em um plato um pouco antes do Capim, todo mundo fez seus rangos, nós fizemos um rap 10 com vegetais e pvt que ficou deliciosooooo! Após um tempo de descanso e bate papo arrumamos novamente a cargueira e bora pro Capim, a panturrilha estava ardendo como nunca, com aquele peso naquela subida danada! Chegamos ao Capim Amarelo, tiramos algumas fotos e ficamos um bom tempo batendo papo, a galera decidiu que seria melhor acampar no Marinzinho, um ponto de acampamento um pouco a frente do Capim Amarelo, o pessoal que não dormiu no ônibus começou a sentir uma forte fadiga devido ao esforço, utilizamos o GPS da Gi para garantir o caminho certo, na descida do Capim Amarelo, daí pra frente foi uma descida gostosa e tranquila, os bambus estavam todos virados pra frente, de tanta gente que já tinha passado por lá facilitando a nossa caminhada. Chegamos ao acampamento Avançado onde decidimos ficar por conta do cansaço físico de alguns membros do Grupo e estava ótimo já, estávamos além do planejado para o 1º dia.

Montamos o acampamento entre os capins de 2 metros de altura e infelizmente ficamos separados, porque não tinha espaço suficiente para todas as barracas próximas, comemos um macarrão com pvt, molho de strogonoff top e batemos um bom papo com o Falco, ficamos em umas pedras próximo ao acampamento admirando a noite na Serra Fina.

Um vento forte com cara de chuva começou a bater e em seguida vários relâmpagos em cima da cidade de Passa Quatro e Cruzeiro, foi uma chuva de relâmpagos que nunca vi antes, estava lindo demais, era raio para tudo que é lado cortando aquela noite gelada. Eu achei que iria chover a noite com certeza, mas por sorte a chuva não chegou até nós. Fomos dormir e o planejado era acordar cedo para seguir para a Pedra da Mina.

2º dia da Travessia Serra Fina em 4 dias – 2014 – Avançado x Pedra da Mina

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Acima das nuvens

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Acima das nuvens

Acordamos umas 6:30, sai rápido da barraca para ver o amanhecer na Serra Fina, corri para as pedras mais altas do local e comecei a gritar para chamar o pessoal, os únicos que saíram rápido da barraca foram o Thiagão e o Leandro, batemos algumas fotos e voltamos para tomar café e levantar o acampamento, eu e minha esposa estávamos bem organizados, tomamos café e arrumamos as cargueiras e ficamos esperando a galera se aprontar.

Todos prontos e partimos rumo a Pedra da Mina com o tempo um pouco mais fechado que no dia anterior, as vezes abria, as vezes fechava com aquela neblina mística das montanhas, chegamos rapidamente até o acampamento Marinzinho, onde encontramos um cara (que tinha passado por nós no dia anterior) com 4 barracas montadas, ele estava lá para garantir o espaço de uma galera que viria guiada no dia seguinte.

Seguimos em frente, eu e minha esposa nos distanciamos um pouco do Grupo e passamos na parte onde tem aqueles sapinhos vermelhos e pretos, porém desta vez não encontramos nenhum, somente suas pegadas no meio daquela lamacera!

Estávamos próximos a Pedra da Mina, faltava uma hora para chegar na água e mais uns 40 minutos até o cume, paramos para esperar o pessoal e tiramos várias fotos depois que eles chegaram.

A descida foi rápida e alcançamos a água onde decidimos parar para almoçar, fizemos o rango e de pança cheia eu queria conhecer o Pico em Frente a Pedra da Mina, já que estava lá pela 4º vez queria conhecer algo diferente, perguntei se alguém queria ir comigo e somente o Colombiano Harrison aceitou o convite, escondemos nossas cargueiras, pegamos água, lanterna, gps e algumas bolachas para seguir para o novo cume.

Travessia da Serra Fina em 4 Dias – O perrengue

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Visual da Pedra da Mina de um novo ângulo

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Visual da Pedra da Mina de um novo ângulo

Saímos sentido o novo pico e nos despedimos da galera umas 16:30, seguimos o rio até chegar em um campo com aqueles capins altos e grossos (tem dois tipos de capim os altos e finos e os altos e grossos) começamos a rasgar aquele capim sentido ao próximo cume, levamos uns 30 minutos para atravessar uns 200 metros de capim, foi cansativo demais, meus braços já estavam cansados de tanto empurrar os Capins, viemos batendo um bom papo o caminho todo, após atravessar o capim já estávamos na base desse novo cume, olhamos para trás e conseguimos visualizar o pessoal subindo para a Pedra da Mina, demos alguns berros e tchauzinhos e seguimos em frente, o Harrison era muito ágil, ele subiu na frente pelas pedras até o cume, alcancei-o só lá em cima e UAUUU o visual da Pedra da Mina estava lindo com alguns raios de sol e nuvens, ficamos lá um tempo batendo papo e tirando fotos e conseguimos nos comunicar com o pessoal que estava na subida da Mina via Grito. Fizemos um cocozinho em um mato próximo do cume e decidimos voltar por outro caminho de rochas para não ter que atravessar todo aquele Capim chato de novo, e ai começou nossa aventura.

A neblina fechou de vez e perdemos todo o visual, começamos a seguir para a esquerda para evitar os capins, começamos a ir muito e ficamos um tempo meio perdidos por lá, eu queria ir para um lado e Harrison para o outro, decidimos então ligar o GPS e achamos a trilha oficial 300 metros acima de nós em uma pirambeira imensa, começamos a subida e eu insistia ao Harrison que era para outra direção, o GPS estava CERTO no caminho oficial porém as nossas mochilas estavam na base da Mina então teríamos que andar mais para chegar novamente nelas, subimos e descemos algumas vezes procurando o melhor lugar para seguir até a trilha oficial, isso já era umas 19:00 e a noite gelada chegou, na hora de colocar as lanternas uma triste surpresa, minha lanterna havia caído da minha pochete, estávamos só com 1 lanterna. Nesta hora eu lembro que falei para ele, “Se não encontrarmos o caminho teremos que andar a noite inteira para não morrer de Hipotermia” e ele tranquilamente aceitou a sugestão.

Como o Harrison estava com a lanterna dele, ele seguiu na frente subindo aquele Capim, acabamos subindo beirando uma cachoeira seca, porém úmida durante um tempo, eu estava bem atrás do Harrison quando ele pulou nas rocha dessa cachoeira, acredito que ele achou que teria alguma aderência naquela rocha, mas infelizmente ele estava errado, foi instantâneo, ele pulou para a rocha e assim que encostou o pé ele já deslizou, eu cheguei a encostar na sua gola e por SORTE não consegui segura-lo, ele desceu em uma queda praticamente vertical durante uns 3 segundos, só consegui vê-lo indo muito rápido e ouvi um grito e depois uma pancada, sem dúvidas foi o maior tobogã natural que eu vi na minha vida, eu chuto que ele caiu por uns 6 a 7 metros. Depois do impacto ele começou a gritar “meu Braço meu braço!” rapidamente comecei a descer pela encosta onde o encontrei no pé da cachoeira com muita dor no braço, eu perguntei : “Quebrou?” ele disse “Não somente deslocou”, tiramos a sua blusa e o ombro estava um palmo abaixo do normal, “ARGHHH” que cena horrível, eu pedi para ele se acalmar e ele também pediu para eu me acalmar, como foi nosso 1º role juntos não sabia como ele reagiria em uma situação dessa e mesma coisa ele. Por sorte esse Colombiano era muito forte e tinha um psicológico monstro, após duas tentativas colocamos o seu ombro no lugar, a sensação de alívio foi imensa e na hora e ele começou a agradecer a Deus por ter colocado o ombro de volta no lugar. Eu disse que por sorte não consegui segura-lo pois se tivesse segurado eu teria ido junto, e se eu caísse em cima dele com certeza o estrago seria pior (afinal peso somente 102 kg!) e eu poderia ter me machucado também.

Paramos para tomar um ar e eu insisti para seguir para o outro caminho em direção as mochilas, seguimos um pouco e ele queria pegar a trilha oficial, para não entrar em conflito em uma hora péssima decidi seguir o que ele queria, fiquei com sua lanterna e segui na frente subindo sentido a trilha oficial.

Segundo o GPS era “somente 300 metros”, mas olha eu já estava muito fadigado e aqueles capins grossos não facilitavam nosso avanço, subindo, subindo, subindo e de repente o Harrison desloca seu ombro novamente, ele caiu no meio daqueles capins naquela subida ingrime e ficou gemendo de dor novamente, essa foi a pior hora, pois ficamos uns 5 minutos tentando colocar o ombro no lugar e desta vez ele não queria voltar de jeito nenhum, depois de muitas tentativas conseguimos coloca-lo novamente no lugar, ele sugeriu imobilizar o seu ombro, peguei o seu cinto e imobilizamos aquele braço esquerdo, por sorte o Harrison era ambi-destro e conseguiu se sair bem durante todo o caminho.

Subimos MUITO e bem devagar, foram 1 hora para superar aqueles 300 metros, quando chegamos a uma parte rochosa eu tive um certo receio, a trilha estava a 50 metros da gente, só que em uma subida muito forte (porém nas rochas UFFAA!), pensei “Se chegar lá em cima e tiver um abismo FODEU!” Partimos sentindo a trilha oficial, quando vi um TOTEN e aqueles adesivos refletivos em uma rocha foi uma alegria só!

Estava muito preocupado com o pessoal lá em cima, pois pelo tempo que chegamos até o outro cume era pra ter chego na Pedra da Mina no máximo as 18:30 e já era 22:00, o Harrison estava muito preocupado pois o que fizemos foi uma coisa fora do trajeto e ele achou que o pessoal poderia ficar chateado conosco, ele até pediu para não contar do acidente com o seu ombro para não deixar todos preocupados.

Começamos a subir, quando de repente percebemos que estávamos depois das mochilas, descemos a milhão e chegamos ao ponto da água, pegamos as mochilas, comemos algumas coisinhas para recuperarmos as energias. O Harrison tinha combinado com o Daniel e Kristy que ele levaria a água, e como seu ombro estava machucado eu me ofereci para subir com as suas águas. Amarramos a alça da cargueira dele para não ficar pegando no seu ombro machucado e eu subi com 12 litros na minha cargueira e com uma lanterninha recarregável.

Eu sabia que a subida leva em média uns 45 minutos, mas dessa vez eu estava muito cansado e pesado, o Harrison foi na frente o tempo todo, e eu só

Travessia da Serra Fina 4 Dias - No Livro

Travessia da Serra Fina 4 Dias – No Livro

pensava na minha mulher e na galera lá em cima para me motivar a chegar, foi foda, mas sabia que não deveria ter pressa, era só questão de tempo para chegar lá em cima.

Meia noite chegamos ao CUME, a 1º que apareceu foi minha esposa, dei um beijo nela e disse que depois explicava tudo, seguimos até a barraca de Daniel, Kristy, Gi e Carlão, deixei as águas por lá, explicamos o que aconteceu, contei para o pessoal do seu ombro, tomei uma bronquinha do Daniel por ter levado o Harrison para essa aventura, nos despedimos e desejei boa noite para a galera e mais uma vez não conseguimos acampar todos juntos.

Voltei até minha barraca contei o que aconteceu para minha esposa e demorei muito para dormir, fiquei pensando em tudo que passei com aquele Colombiano gente boa e agradeci a Mãe Natureza pela energia e cabeça para sair daquela situação, agradeci muito pelo Harrison estar lá comigo, pois ele foi muito forte e tenho certeza que nem 5% dos amigos “trilheiros” que tenho teriam ficado firmes em uma situação dessa, porque o físico e o psicológico pesaram muito e no final só nos restou a fé. Agradeci muito pelo aprendizado daquela noite, sem dúvidas essa história nunca será esquecida.

3º dia da Travessia Serra Fina em 4 dias – 2014 – Pedra da Mina x Pico dos Três Estados

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Galera no Nascer do Sol

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Galera no Nascer do Sol

Acordamos para ver o nascer do Sol, o tempo estava neblinado, não conseguimos ter muitos visuais, mas nos momentos que o tempo colaborou tivemos um belo visual daquele mar de nuvens.

Descemos até a barraca do Harrison para ver como ele estava, ele estava bem, disse que estava doendo um pouco e que seguiria a travessia. (O colombiano zica da porra ;)).

Tomamos um café, assinamos o livro e demoramos muito para sair do cume, não lembro exatamente o horário mas todos os grupos estavam em nossa frente e acho que saímos de lá por volta das 10:00.

O tempo estava mais fechado que os outros dias, mas rapidamente seguimos até o Vale do Ruah, um lugar magnífico com capins extremamente altos, tiramos fotos e fizemos alguns vídeos, seguimos rumo aquele VALE que se forma no final, sem dúvidas em dias de neblina é muito fácil perder a direção, ficamos zuando e dando risada o tempo todo, no próximo role vamos lá só para brincar de cobra cega!

Chegamos rápido ao final do vale, e paramos para abastecer a última água do trajeto, durante esse tempo o clima fechou de vez, não tínhamos mais visual algum, consegui me localizar por causa de uma árvore seca que sempre esta por lá e pelas fitas vermelhas que estão em toda a travessia, seguimos pela crista durante um bom tempo sem visual algum.

Paramos para almoçar umas 13 horas, batemos um bom rango e mais um grupo nos ultrapassou, estamos preocupados em relação a área de camping nos Três Estados, na minha cabeça cabia umas 6 barracas lá em cima (estava enganado), seguimos em frente e pegamos uma informação com um dos guias de um grupo que informou a gente para acampar na base dos Três Estados que lá seria certeza, agradecemos as dicas e seguimos.

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Vale do Ruah

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Vale do Ruah

Foi uma pena, do Vale do Ruah até o Cupim do Boi não tivemos nenhum visual e essa é uma das partes mais lindas da travessia, você anda nas cristas por cima das nuvens, é fera, mas infelizmente não tivemos sorte, chegamos no Cupim do Boi, mas sem visual e com uma ventania danada decidimos seguir logo para a base dos Três Estados, a descida estava fechada, parecia que não tinha caminho, chegamos rápido ao camping bem coberto e protegido com espaço para todos, foi o 1º acampamento todos juntos, montamos as barracas, cozinhamos, batemos papo e dormirmos, foi uma das noites mais tranquila porém sem visual algum. Deu para descansar bastante =).

4º dia da Travessia Serra Fina em 4 dias – 2014 – Base dos Três Estados x Sítio do Pierre

Na noite anterior combinamos de partir as 7:30, como o combinado todo mundo levantou antes e se organizou =) ihaa! Com o tempo fechado partimos no horário, hoje era o dia mais tranquilo pois nós praticamente só perderíamos altitude, tirando a subida pros Três Estados e o Alto dos Ivos.

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Descida do Pico dos Três Estados

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Descida do Pico dos Três Estados

Começamos a trilha logo na subida para os Três Estados, foram mais ou menos uns 40 minutos de subida e rapidamente chegamos ao cume e realmente cabiam mais barracas lá em cima =/.

Em alguns momentos pudemos ver o Agulhas Negras lá do outro lado, alguns grupos que fizeram a travessia em 3 dias nos alcançaram no cume.

Iniciamos a descida, agora todos alegres sem cansaço algum. Após um tempo descendo o tempo que estava fechado se abriu completamente, deixamos as nuvens para trás e um lindo dia se abriu, foi uma descida fantástica com um visual lindo a todo instante.

Paramos para almoçar no último pico da Travessia o Alto dos Ivos, batemos o rango e tentamos contato com o Eddinho para informar que iriamos nos atrasar um pouco.

A descida foi rápida, chegamos ao sítio do Pierre só na alegria e partimos rumo ao resgate, depois do Pierre ainda tem 1 hora de caminhada até a estrada onde estava combinado o nosso resgate.

O nosso resgate nos deixou em Passa Quatro, onde tivemos que pegar um ônibus até Cruzeiro para depois vir para SP.

E foi assim o final de mais uma travessia da Serra Fina pela quarta vez passando por uma das maiores montanhas do Brasil com companhias e experiências maravilhosas.

Travessia da Serra Fina 4 Dias - Final da Travessia

Travessia da Serra Fina 4 Dias – Final da Travessia

Dicas para fazer a Travessia da Serra Fina

  • Sim todos queremos economizar o máximo em trips, eu também não gosto de pegar resgate, foi a primeira vez que paguei um resgate para um terceiro (em outras 3 vezes o pai do nosso amigo nos buscou no final), e mesmo assim compensa, andar 13 km de estrada sem nenhum atrativo na minha opinião é perca de tempo, é lógico se você for em 10 pessoas para dividir a R$35,00 senão fica muito caro;
  • Se tiver ritmo faça a travessia em 3 dias, pois não precisa levar tanto peso de água e comida;
  • Vá com o corpo 100% coberto, pois  os capins e bambus judiam do corpo;
  • Deixe para abasteçer a água no 2º ponto acima da Toca do Lobo você subirá pelo menos 30 minutos mais leve;
  • Tente se alimentar de comida mesmo; para manter sua imunidade alta, lá com o clima instável e fraco você fica propicio a ficar doente;
  • Você tem que se sentir quente a noite, leve roupas e equipamentos suficiente para não morrer de hipotermia lá em cima;
  • O trajeto esta marcado com fitas amarelas, adesivos refletivos noturnos e toténs (data desta publicação 11/07/2014) é praticamente impossível se perder por lá, só se sair da trilha;
  • Se perder o visual por conta da neblina não vare mato, em nenhum momento você precisa se esforçar para seguir em frente, sempre busque esses três sinais, fitas vermelhas, toténs e adesivos refletivos;
  • Os adesivos refletivos só acompanham você até a Pedra da Mina;
  • As vezes tem algumas sacolas brancas amarradas que também estão corretas;
  • 4 Litros de água por pessoa por dia é o ideal para cozinhar e beber! Tem um monte de relato de pessoas que sobem com 6 , 7 litros e isso não faz sentido, só se você for fazer um sopão lá em cima;
  • No Vale do Ruah siga sentido o fim do vale, que forma um “V”, se tiver muita neblina você terá um grande risco de se perder, mas fique calmo e espere a neblina passar;
  • O período que você ficará por mais tempo sem água é do Vale do Ruah até o Final da Travessia, então pegue água suficiente;
  • A Serra Fina não é o role mais difícil do Brasil, não é nem um pouco técnico, é só caminhar com alguns trechos de escalaminhada;
  • Fique atento aos relatos, muitas pessoas escrevem o que sentiram por lá de verdade e outras aumentam para se vangloriar, cada um tem seu ritmo e psicológico então as vezes o relato pode ser bem mais fácil do que você irá enfrentar ou pode ser bem mais difícil, vá preparado para a situação mais difícil

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Autor: Raphael Yamamoto
Posts escritos: 261

Raphael Yamamoto, apaixonado pela natureza, nascido em outubro de 1989, solteiro, vegetariano e profissional de marketing digital. - Meu maior sonho pessoal. Cair no mundão com meus irmãos do Cocô no Mato! - E o meu maior sonho para o mundo é tentar mostrar com esse blog uma vida diferente, idéias diferentes, valores diferentes dos atuais que esse sistema FD* implanta, fazendo nossas vidas uma obrigação atrás de outra e no final não vivemos, apenas sobrevivemos! PENSE PRA FORA DA CAXOLA GALERA, não deixe que o sistema implante vontades, valores, missões, modas entre outras coisas lixo em sua vida, isso só é benéfico para ele. LIBERDADE, FELICIDADE, AMOR E JUSTIÇA!

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