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Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Meu grande amigo Renan Prado que teve iniciativa e de ir para Serra Fina em dois dias, já que ele não tinha folgas nos feriados. De ínicio achei loucura fazer em dois dias, já que o tradicional era em 4, mas ta ai o legal né? O que custa tentar, sempre achei que a galera aumentava muito nos relatos para se vangloriar, então o convite foi aceito e que venham os preparativos para a nossa aventura!

Quer ver mais travessias e Relatos? Veja na categoria Travessias e Relatos.

Clique e veja nossa página o com todas as informações e DICAS ESSENCIAIS para fazer a Serra Fina.

Fiz e refiz a mochila algumas vezes para levar o mínimo de peso possível, combinamos certinho para nenhum dos dois levar algo inútil para o role. Mochilas prontas e partimos para o rodoviário do Tietê (SP).

Logo de cara tivemos um imprevisto, eu cabeçudão esqueci a lona da barraca (combinamos dele levar a barraca e eu a lona) na hora pensamos? Xi ferro! Ir pra Serra Fina sem lona é perrengue certo. Tive a idéia de pegar sacos de lixos grandes do terminal e queimar as pontas e fazer uma lona improvisada, o Renan, claro que topou a ideia na hora, pedimos alguns sacos para o moço da limpeza e ficamos felizes com a nova aquisição.

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Logística

Logística: Saída de SP Terminal Rodoviário do Tietê para Passa Quatro (MG) a noite de sexta-feira pela viação Cometa;

  • Custo: Passagem de SP x Passa Quatro (MG) = R$44,79
  • Volta: Resgate feito pelo pai do Renan: Custo = R$50,00

Se você não tiver um resgate como nós tem a opção de pegar um resgate local aconselho o serviço do Edinho da Toyota que utilizei na última vez que fomos para lá, o custo do resgate (da rodoviária de Passa Quatro até a Toca do Lobo e da estrada do final até a Rodoviária de Passa Quatro custa R$350,00 para cada um num mínimo de 10 pessoas.

Contato do Edinho da Toyota: (035) 3371-1660 (Casa)/ (035) 9963-4108 / (035) 9109-2022 (Tim)

1º Dia Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho (SP x Toca do Lobo)

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho - Lona Improvisada

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Lona Improvisada

Pegamos o ônibus na sexta-feira sentido Passa Quatro – MG e na única parada do trajeto (que pode descer para tomar um lanche) observamos uma série de raios caindo sobre a região da Serra Fina, naquele momento o coração bateu mais forte e a tensão aumentou.

Não me recordo o horário que descemos na estrada, mas era madrugada, seguimos os 13 km até a Toca do Lobo (parte  mais chata), chegamos a Toca com fome e loucos para dormir, pensamos em bivakar dentro da Toca porém os morcegos nos assustaram o suficiente para montar nossa barraca.

Demoramos um tempo mas no final conseguimos colar os sacos de lixo com a ajuda de um esqueiro e fizemos uma lona improvisada, que naquele momento foi a alegria geral da dupla.

Comemos alguns petiscos e dormimos ansiosos para o próximo dia, o tempo estava nublado.

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2º Dia – Relato da Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho (Toca do Lobo x Pedra da Mina)

Acordamos antes do amanhecer, aproximadamente umas 5:00 a.m, arrumamos as mochilas, tomamos uma canjica no café da manhã e pronto, partimos rumo ao nova aventura! Serra Fina GO! Atravessamos o rio da Toca do Lobo todo animados e a primeira subida (dura uns 10 minutos) é intensa e ingrime e já tira o seu folego e sua moral ali mesmo, além do mais você ainda esta com o corpo frio, na hora eu pensei “caraca se for o caminho todo for assim, não vou conseguir”, mas logo aquela mata se abre e continuamos a subida menos ingrime que a inicial. O tempo estava aberto porém olhando sentido a travessia o tempo estava completamente fechado, as rajadas de vento estavam nos desequilibrando de tão forte, nunca tinha passado por ventos tão fortes quanto aqueles! Na hora lembrei do que minha amiga Vivi Mar disse, que uma vez tomou um vento que rolou barranco a baixo na Serra Fina, e pensei “Pelo menos eu peso 100 kg, quero ver esse vento me tira do chão!” e pra CIMA DELA!

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho - Cariocas

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Cariocas

Subimos firmes e chegamos na parte onde todo mundo tira a foto tradicional da Serra Fina. Batemos algumas fotos rápidas e tocamos pra cima com bastante pressa, com a ideia de ir o mais rápido possível para ter mais tempo caso acontecesse mais algum imprevisto. A subida tem alguns trechos de escalaminhada, corda (que já estão no local), muitos capins e terreno úmido, levando é claro à alguns escorregões. Não demoramos muito (3 horas) e alcançamos o Alto do Capim Amarelo. Perguntei ao Renan se ali era o Capim Amarelo e logo uma voz veio do meio do Capim, “SIM É O CAPIM AMARELO!”  eram 3 amigos cariocas que estavam acampados ali para fazer a travessia em dois dias também, infelizmente não me recordo o nome dos 3 cariocas, mas guardo ótimas recordações deles que irei contar durante o relato.

Como eles estavam de saída preferimos seguir com eles já que dois deles já tinham feito a travessia antes e estavam com o mesmo objetivo que a gente.

O visual era zero e dificultou muito na navegação, logo na saída do Capim (onde o Renan errou na última vez) demoramos um tempo para achar a trilha certa, quando encontramos, era uma descida ingrime e úmida, descemos rapidamente, sorte que os cariocas eram bons de perna e mantemos o mesmo ritmo.

Na descida começa aqueles bambus, terreno úmido e escorregadio, os bambus servem de apoio para frear quando preciso. Após alguns minutos chegamos até o Maracanãzinho (Área de Camping ótima, onde cabem várias barracas), ali um dos cariocas notou que deixou alguma coisa cair e resolveu voltar para buscar, então eu e o Renan decidimos seguir em frente, na cara de pau perguntamos se eles tinham alguma lona sobrando e contamos nossa história, eles gentilmente nos emprestou uma lona TOP, grossa, resistente que era mil vezes melhor que nossa loninha feita com saco de lixo, agradecemos e combinamos de nos encontrar no Topo da Pedra da Mina!

Seguimos em frente, dessa vez uma boa subida, subimos bastante sem nenhum visual, estava difícil visualizar os toténs e resolvemos parar para

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho - Raphael e Renan

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Raphael e Renan

almoçar, comemos um liosfood de strogonoff rápido e na saída os cariocas nos alcançaram e seguimos com eles, eu não posso dizer que vi alguma coisa ou que lembro do trajeto pois não dava para ver mais de 3 metros a sua frente, acompanhamos os cariocas até encontrar a água (da base da Pedra da Mina).

Neste momento percebi que saímos do trajeto oficial e começamos a varar aqueles capins de 2 metros de altura, andamos por um bom tempo e nada de encontrar o caminho certo, o cansaço começou a bater ainda mais com aquele clima gelado e neblinado, bati o pé firme dizendo que erramos lá atrás na água porém ninguém me deu ouvidos.

Ouvimos algumas vozes e gritamos pedindo ajuda, logo uma pessoa respondeu, varamos mato até o encontro dessa voz, chegamos lá não era só uma pessoa era um grupo liderado pelo Marcelinho do grupo Caminhada Mineira.

Eles falaram que estávamos próximos a Pedra da Mina que só nos restava a última subida, começamos a subir, subir, subir, subir, o pessoal da Caminhada Mineira estava com um grupo grande, aproximadamente umas 15 pessoas, na subida acompanhei o Marcelinho e o pessoal que estava na dianteira, o Marcelinho parou e disse, peguem as lanternas (estava anoitecendo), essa hora eu percebi que além de esquecer a lona da barraca tinha esquecido minha lanterna de cabeça (e mlk burro!), mas tudo bem eu sempre ando com aquela mini lanterna de decatlhon que é recarregável de manivela sabe? Ela tem uns 4 cm de largura e uns 3 de comprimento, comecei a girar aquela manivela intensamente sentadinho esperando o resto do pessoal chegar, quando olho para o lado vejo outra pessoa pegando uma lanterna igual a minha porém 5x maior e começou a fazer o mesmo, quando chega outro amigo e diz a ele: “Você trouxe essa merda pra cá?” HUAhuAuahauhau na hora eu escondi a minha lanterninha de lado porque fiquei até com

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho - Livro

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Livro

vergonha kkkk.

Iniciamos a reta final para Pedra da Mina, o vento estava muito forte e dificultava a caminhada pois várias vezes tínhamos que parar para manter o

equilíbrio.

Chegamos ao cume da Mina a noite (umas 19:00) e foi a maior correria para achar um local bom para armar as barracas, ficamos em uma área que fica um pouco adiante do livro junto com os cariocas e o pessoal da Caminhada Mineira ficaram nas áreas ao redor do livro.

Foi difícil montar a barraca, difícil pra caramba, ainda mais com aquele vento, conseguimos monta-la e começamos a instalar a lona, sorte que no cume tem um monte de pedras grandes e fixamos a lona por cima da barraca com pedras de 5 kg pra cima.

Entramos na barraca, cozinhamos e não saímos mais de lá, eu particularmente estava cansado fisicamente e com bastante frio, não tinha muito o que curtir porque não tinha visual, estava frio e o vento estava rasgando a pele.

Estava cansado mas surpreso e feliz de ter chego até o objetivo do dia e apesar de todo aquele clima complicado estava muito feliz de estar ali.

Peguei no sono torcendo para amanhecer com um lindo nascer do sol sob aquele mar de nuvens lindo que só as montanhas podem nos proporcionar.

3º Dia – Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho ( Pedra da Mina x Paiolinho)

Imagina um barulho monstro de barraca balançando, imagino? Mano tava osso! Acordei com um negócio na minha cara e um barulho de ventania ferrada, quando abro os olhos e ligo a lanterna o que estava na minha cara? A barraca! O vento estava tão forte que a barraca envergou e estava na nossa cara, levantei com a minha mão e olhei para o Renan que já estava acordado e ele me disse: “O que fazemos agora Rapha?” eu respondi: “Reza para essa noite acabar logo!” e voltei a dormir.

Aproximadamente as 7 da manhã era hora de levantar. E pra sair da barraca? Como? O Renan malandrão foi mijar fora da barraca e se sujou inteiro por conta do vento kkkkk! Estava muito frio e pra sair da barraca foi difícil, acredito que até hoje foi a única vez que fiquei com frescurinha de sair do nosso cafofo, bom mas não tinha jeito né, então bora levantar!

Do lado de fora a Lona estava toda rasgada por causa do atrito com as pedras e ficou praticamente inutilizável, falamos com os cariocas e a vareta da barraca deles quebrou com o vento, conversamos com o pessoal da Caminhada Mineira e eles disseram que tinha algum pessoal com sinais de hipotermia e que iriam abortar pelo Paiolinho, conversamos com os cariocas que já estavam sem barracas e ficaram com poucas opções, todo mundo decidiu abortar.

Esse foi o 2º aborto da minha vida, o 1º aborto foi na volta da Ilha Grande e eu fiquei amargamente arrependido, o gosto da desistência é amargo e pesa na consciência, daquela vez eu me senti um lixo porém desta vez eu lembrei uma frase que a Vivi Mar disse, “Quem da as Cartas é a Montanha!” e na situação que estávamos, com toda essa galera experiente que conhecemos, todos optando por abortar, eu não me senti um derrotado, me senti um cara responsável, não dava pra seguir em frente.

Iniciamos a descida pelo Paiólinho e eu vi muita gente com a cara abalada, provavelmente pelo cansaço, frio e outros motivos, mas mesmo assim o bom humor de toda aquela galera era demais. Iniciamos a descida pelo Paiolinho que possui algumas subidas, nessa parte ouvia gente gritando: “Puta que pariu não estamos desistindo? Não era pra ser fácil?” em tom de piada, foi muito engraçado e fomos trocando idéias de várias coisas durante o caminho todo, após umas 2 horas de descida a surpresa, aquele SOL ó SOL meu SOL LINDO SOL! Um dia lindo abaixo da montanha e olhando para cima aquele tempo de corno manso. Beleza sem stress eu não subiria tudo aquilo de novo!

Descemos intensamente durante um bom tempo ainda, até chegarmos em um rio tomamos um banho, descemos mais um pouco e lá estava o

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho - Carona

Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho – Carona

final do aborto do Paiolinho, o pessoal da Caminhada Mineira tinha um resgate pronto, porém não tivemos a cara de pau de pedir para ir com eles até Passa Quatro, se não me engano eram 17 km de estrada, iniciamos a descida junto com os cariocas que no caminho decidiram parar para comer e fazer suas necessidades, com pressa e com essa longa estrada pela frente seguimos, conseguimos uma carona de uma kombi escolar de uns 2 km e continuamos a pé, eu já estava cansado, na moral estrada é um saco eu acho um porre andar em estradas….de repente a Van do resgate do pessoal da Caminhada Mineira apareceu e o Marcelo nós viu e parou na hora! UFFFF que alívio meu! UFF UFF UFF!

A maioria estava dormindo, porém os que estavam acordados ficaram fazendo piadas de paulista e nós tentando retrucar com piadas de mineiros hahahaha essa galera é muito divertida, se algum de vocês lerem isso foi um prazer conhecer vocês e espero realmente cruzar com vocês por aí!

Chegando em Passa Quatro nos despedimos novamente do pessoal e descemos da Van, estava tendo um RODEIO NA CIDADE, completa farra!

Dicas para quem vai a Travessia Serra Fina em Dois dias – Travessia Serra Fina em Dois dias Abortada pelo Paiolinho

  • Vá preparado fisicamente mas principalmente prepare seu psicológico e fique ciente dos riscos que você pode correr lá em cima;
  • Levem todo equipamento de frio para não ter hipotermia lá em cima;
  • Sexta a noite acampe em uma clareira que fica uns 20 minutos acima da Toca do Lobo, para economizar tempo
  • Pegue água somente no 2º ponto, entre a Toca do Lobo e o Capim Amarelo, lembrando que como você fará em dois dias, você terá outro ponto de água na base da Pedra da Mina, então não precisa levar tanta água;
  • No Capim Amarelo fique atento, tem algumas bifurcações e é fácil de se confundir, tente atravessar o Capim Amarelo seguindo reto e depois pegue a descida da esquerda, mesmo assim fique atento, pois existem várias bifurcações;
  • Dizem que no Macaranãzinho existe um ponto de água, mas não sabemos onde fica;
  • O caminho esta repleto de totens no caminho inteiro e adesivos refletivos (até a Pedra da Mina), facilitando a navegação;
  • Se na água da Base da Mina vocês estiverem pensando em abortar, já suba com mais água, pois na descida do Paiólinho tem somente dois pontos de água;
  • De forma alguma durma antes da Pedra da Mina no 1º dia, durma no Cume para garantir o tempo para o dia seguinte;
  • O ônibus que sai de Passa Quatro para São Paulo é bem tarde, então vá para Cruzeiro que terá mais opções;
  • Da Pedra da Mina até a Rodoviária de Passa Quatro sem carona deve demorar umas 8 horas, então saia cedo;
  • Não compre passagem de ônibus antecipada para o final da travessia, pois você pode abortar em situações de emergência;
  • Vá com o corpo 100% coberto, pois  os capins e bambus judiam do corpo;
  • Deixe para abasteçer a água no 2º ponto acima da Toca do Lobo você subirá pelo menos 30 minutos mais leve;
  • O trajeto esta marcado com fitas amarelas, adesivos refletivos noturnos e toténs é praticamente impossível se perder por lá, só se sair da trilha;
  • Se perder o visual por conta da neblina não vare mato, em nenhum momento você precisa se esforçar para seguir em frente, sempre busque esses três sinais, fitas vermelhas, toténs e adesivos refletivos;
  • As vezes tem alguma sacolas brancas amarradas que também estão corretas;
  • 4 Litros de água por pessoa por dia é o ideal para cozinhar e beber! Tem um monte de relato de pessoas que sobem com 6 , 7 litros e isso não faz sentido, só se você for fazer um sopão lá em cima;
  • No Vale do Ruah siga sentido o fim do vale, que forma um “V”, se tiver muita neblina você terá um grande risco de se perder, mas fique calmo e espere a neblina ir embora;
  • O período que você ficará por mais tempo sem água é do Vale do Ruah até o Final da Travessia, então pegue água suficiente;
  • A Serra Fina não é o role mais difícil do Brasil, não é nem um pouco técnico, é só caminhar com alguns trechos de escalaminhada;
  • Fique atento aos relatos, muitas pessoas escrevem o que sentiram por lá realmente e outras aumentam para se vangloriar, cada um tem seu ritmo e psicológico então as vezes o relato pode ser bem mais fácil do que você irá enfrentar ou pode ser bem mais difícil, vá preparado para a situação mais difícil

Boa diversão =)

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Autor: Raphael Yamamoto
Posts escritos: 261

Raphael Yamamoto, apaixonado pela natureza, nascido em outubro de 1989, solteiro, vegetariano e profissional de marketing digital. - Meu maior sonho pessoal. Cair no mundão com meus irmãos do Cocô no Mato! - E o meu maior sonho para o mundo é tentar mostrar com esse blog uma vida diferente, idéias diferentes, valores diferentes dos atuais que esse sistema FD* implanta, fazendo nossas vidas uma obrigação atrás de outra e no final não vivemos, apenas sobrevivemos! PENSE PRA FORA DA CAXOLA GALERA, não deixe que o sistema implante vontades, valores, missões, modas entre outras coisas lixo em sua vida, isso só é benéfico para ele. LIBERDADE, FELICIDADE, AMOR E JUSTIÇA!

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