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Trem da Morte Verdades e Mentiras Mochilando na América do Sul

Trem da Morte – Verdades e Mentiras – Mochilando na América do Sul foi parte do trajeto que fizemos para chegarmos a Machu Picchu.

O Trem da Morte

Terminal Ferroviario Puerto Quijarro - Trem da Morte

Terminal Ferroviario Puerto Quijarro – Trem da Morte

O Trem da Morte percorre é o trecho de Puerto Quijarro a cidade de Santa Cruz de la Sierra, para chegar até ela as pessoas que desejam embarcar nessa viagem, saindo do Brasil vão até a Cidade de Corumbá MS e de lá seguem para Puerto Quijarro na fronteira Brasil e Bolívia.

Mapa da Ferrovia - Trem da Morte

Mapa da Ferrovia – Trem da Morte

Quase todos os “mochileiros” sonham com essa viagem, de tanto que ouvimos falar desse Trem e suas “lendas”, atualmente o Trem da Morte não tem praticamente nada que possa caracterizar esse nome, mas sua história foi criada embasada ao seu passado.

As histórias vão desde a provável morte de muitos operários para a construção da ferrovia e morte de pessoas que tentavam fazer a viagem em cima dos trens para não pagarem as passagens, uns por falta de dinheiro e outros talvez pela aventura e por vezes acabavam caindo do trem e inevitavelmente morriam.

Mas a história mais provável que caracterizou seu apelido foi que durante um período devido ao grande numero de pessoas mortas pela epidemia de febre amarela os trens carregavam os mortos de vilarejos a outros e por vezes passageiros também doentes faleciam durante a viagem.

No passado a viagem era realmente uma aventura, com mais de 600 km de trilhos, os trens iam cheios, com pessoas de todos os tipos, algumas em pé, outras deitadas no chão dormindo, carregando muitas bagagens e até animais. Numa viagem de cerca de 19 horas de Quijarro e Santa Cruz as pessoas precisavam preocupar-se em não serem roubadas ou acabar doente por intoxicação alimentar por comerem as coisas que os ambulantes vendiam.

O “Trem da Morte” foi e ainda é muito utilizado por viajantes que querem chegar a Machu Picchu por terra, mas já não tem mais nada do que era no passado, bom para as pessoas que o utilizam normalmente e para nós viajantes já não tem mais o ar de aventura que as histórias contam.

Cartaz dentro da Estação De Puerto Quijarro - Trem da Morte

Cartaz dentro da Estação De Puerto Quijarro – Trem da Morte

A REALIDADE DO TREM DA MORTE ATUALMENTE

Quando chegamos a Bolívia em junho de 2015 não víamos a hora de vermos a estação de trem, pensando por Porto Quijarro, já imaginávamos o “delicioso” caos que seria o famoso Trem da Morte, as galinhas e cabras, as pessoas pendurada nas portas e a correria para conseguir um lugar para ao menos sentar e tentar suportar as quase 20 horas de tortura dentro de um Trem que cortaria montanhas, passaria por penhascos e tornaria nossa viagem a Machu Picchu uma história épica.

A primeira surpresa foi nenhum Boliviano saber o que era o Trem da Morte, isso era inconcebível, o Trem da Morte é “famoso” no Brasil,  já esteve em revistas e esta em milhares de blog´s, histórias de aventureiros e trilheiros jovens e velhos era impossivel na própria Bolívia não o conhecerem assim!

Mas substituindo o nome Trem da Morte para simplesmente trem e algumas mimicas, um senhora nos ajudou e até nos levou de taxi a estação do trem e pagou a conta, nos alertou para tomar cuidado pois os Bolivianos adoram enrolar os turistas e despediu-se de nós.

Quando vimos a estação já ficamos surpresos, é uma bela estação, fachada bonita, entrada limpa, com funcionários a porta e totalmente deserta, perguntamos para umas 3 pessoas diferentes se possuía algum outro trem ou estação, porque realmente não parecia em nada que aquela estação poderia receber a viagem de um dos trens mais mortais da história da América do Sul.

Mas não tinha mesmo, o Trem da Morte na Bolívia é conhecido como Expresso Oriental e possui 3 classes, o super caro e luxuoso, o caro e com luxo e o que não é caro e nem tão luxuoso mas que está longe de ser o Trem da Morte, todos partem a noite e em dias diferentes tanto que precisamos esperar 2 dias para partir no mais barato e que realmente valia a pena pois a passagens do mais caros são bem salgadinhas, passando dos 200 Bolivianos.

O Trem  mais simples que é o que usamos, tem lugares marcados, poltronas e não bancos duros, que reclinam levemente (parece banco de ônibus de viagem) e a tortura real são as horas que a TV do vagão fica ligada, passando clipes de artistas pop da Bolívia ou estrangeiros e sinceramente nenhuma das opções nos agradava, quando começou a passar alguns filmes dublados em Espanhol local a tortura foi menos, mas mais estranho que nossas dublagens são as deles. rs.

 

Vagão do "Trem da Morte"

Vagão do “Trem da Morte”

Bancos do "Trem da Morte"

Bancos do “Trem da Morte”


 

 

 

 

 

 

Realmente aparecem vendedores a cada vilarejo que o trem para e existem alguns vendedores licenciados pela companhia que administra a ferrovia, inclusive um sumiu com nosso troco, fiquem ligeiros.

A viagem começa a tarde e as paisagens enquanto o dia esta claro não são em nada legais, desanimadoras para falar a verdade, apenas mostra o quanto a Bolívia ainda é pobre, sem infraestrutura com um povo que não conseguimos afirmar se é feliz ou não, durante a noite é impossível falar da paisagem, absolutamente só breu o que nos faz querer apenas dormir. Nosso vagão tinha alguns bolivianos mas poucos e 3 estrangeiros e ainda sobraram lugares e ninguém foi em pé, e nem mesmo um cachorrinho apareceu nos vagões.

 

Moradia - Vilarejos no caminho - Trem da Morte

Moradia – Vilarejos no caminho – Trem da Morte

A caminho de Santa Cruz - Trem da Morte

A caminho de Santa Cruz – Trem da Morte

 

 

 

 

 

 

 

Conversando com alguns funcionários do trem eles explicaram que o nome Trem da Morte foi dado por brasileiros e que o trem nunca foi conhecido assim na Bolívia e que realmente existem histórias negras em seu passado, mas que a muito tempo ele é um trem normal e que por sua fama passada acaba atraindo alguns turistas.

Nós particularmente não aconselhamos ninguém a fazer esse percurso, pois a tortura real é a monotonia e a falta de toda e qualquer aventura na viagem, se gostar de passear de trem talvez curta as quase 19 horas de Puerto Quijarro a Santa Cruz de La Sierra, mas se quer mesmo aventura, viaje de ônibus por toda a Bolívia, tudo realmente pode acontecer, ônibus quebrado em estradas quase desertas, alagamentos, rios cheios que cruzam as estradas, vendedores de todo tipo de coisa, bancos quebrados, viagens de horas e horas com ônibus sem banheiro e por ai vai o teste de sobrevivência e paciência, mas isso fica para o próximo relato.

Paisagem vista do Trem da Morte

Paisagem vista do Trem da Morte

Se mesmo com a gente “desmotivando” você ir de trem, quer fazer o teste segue o link do site onde pode comprar antecipadamente sua viagem ( http://www.fo.com.bo/Paginas/Inicio.aspx ), mas o que não é necessário pois é possível comprar direto na bilheteria.

Em Puerto Quijarro tem alojamentos de diferentes preços ficamos em um em frente a estação que cobrou 30 Bolivianos por dia, para nós 2, na época equivalente a 15 reais, como estávamos cansados da viagem de São Paulo a Puerto Quijarro de ônibus, acabamos ficando lá sem pesquisar mais locais, mas vimos vários outros andando pela cidade.

Posteriormente descobrimos também que existem ônibus que vai de Quijarro a Santa Cruz com passagem mais barata que o trem e a viagem são menos de 10 horas, o que para nós se soubéssemos como realmente era o Trem seria uma ótima opção.

Esperamos que tenham gostado e que o post acabe auxiliando em suas decisões e que se decidir ir de trem não sinta-se “enganado” por ninguém.

Se tiver dicas ou correções ao post nos enviem pois todas as informações são bem vindas.

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Autor: thiago.baioes
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Nome: Thiago Henrique Baiões idade: 29 anosEstado Civil: SolteiroFormação: Pedagogia/MBA Gestão estratégica de negócios/ Psicopedagogia Institucional e clínicaHobbies: Ler, Ouvir música, Assistir filmes e TRILHAR POR AIPaixão pela vida e pelas pessoasFrases que me inspiram: "Vivo a viver a vida no segundo e no instante eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." Raul Seixas"Liberdade, uma palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda." Cecilia Meireles

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