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Relato de Mochilão na Bolívia 10 dias 2015

Relato de Mochilão na Bolívia 10 dias 2015 escrito por nossa Escritora colaboradora Marlede, post bem elaborado, detalhado com informações bem uteis e interessantes.

Relato de Mochilão na Bolívia 10 dias 2015

SDU-GRU-VVI – GOL 1703

Tempo de Viagem: 3:40

Preço: 402,08Bs

Altitude: 416m 

Desembarcamos em Santa Cruz de La Sierra  por volta de meio-dia e já encaramos a nossa primeira grande fila, a de imigração. De início tinha apenas um guichê atendendo, a fila mal andava. Até que foram abrindo mais, chegando a 3. Fizeram perguntas básicas, como em que cidade ficariam e por quanto tempo. Neste momento eles te dão um cartão verde de imigração, que segundo uma boliviana que estava na poltrona ao lado no avião é a sua “Identidade” enquanto estiver em território boliviano e de fato, pediram isso em alguns lugares. Fomos até a Casa de Câmbio do aeroporto que fica no térreo. A cotação estava por 2,30 BOB/R$. Sabe aqueles anjos que aparecem em nossas vidas e não nos damos conta? Ela nos ouviu dizendo que iríamos para La Paz e disse em tom de voz mais baixo: Se vocês estão indo para La Paz, troca 300 reais só aqui comigo e deixa para trocar o resto lá que a cotação é melhor. Aqui na casa paga-se muito pouco, e com esse dinheiro dá para vocês pegarem taxi e pagar as coisas de início até trocar o resto. Comemos em um quiosque de crepe “francês” rs rs fica no final do piso térreo perto da Polícia. Custou 60Bs o grande, muito gostoso. 

VVI-LPB – BoA 673

Tempo de Viagem: 0:40

Preço: 538Bs

Altitude: 3660m 

No avião da BoA os comissários são bem sérios, mas estavam dando Donuts promocionais do Fridays (à inaugurar) de ¡Feliz Año Nuevo! e para comemorar novas rotas.   Próximo à esteira de bagagem tem um Centro de Tratamento para o Soroche, aliás levem à sério (entrarei em detalhes sobre isso no final). Ao sairmos do aeroporto estava bem frio e não se via muita  gente de apoio para qualquer tipo de informação ou ajuda. Pegamos um táxi que apareceu pois na frente só tinha os carros fechados sem motorista. O trânsito é bem assustador, muito carro, um atravessando na frente do outro, passando a milímetros um do outro. Não existe taxímetro, os preços são mais ou menos tabelados para a região que você vai, inicialmente achamos que ele cobrou um pouco caro até o Loki (Loki Hostel La Paz – Av.America,120) por 13 km de distância foram 70bs, mas no hostel vimos uma tabela que realmente é este o preço. Chegamos ao Loki por volta de 18:30, como estávamos ansiosos para passar na Tatoo (http://tatoo.ws/ – Loja de produtos de aventura) pois li no Mochileiros que os preços eram melhores  do que no Brasil, resolvemos fazer o check-in depois pois fechava a loja fechava às 19:00. O preço não tinha nada de diferente, entramos e saímos de mãos abanando porque não vimos nada que realmente valesse à pena. No meio do caminho paramos em uma farmácia para comprar Soroche Pills, nessa pagamos 4bs por comprimido. Fomos à procura de uma agência que fizesse o passeio para Chacaltaya para o dia seguinte. Não é difícil encontrar agências para os mais diversos passeios, mas tínhamos selecionado algumas com base nos relatos do Mochileiros, mas não as achamos. Passamos por uma chamada Coca Travels (Calle Jimenez # 818) que parecia ser bem estruturada. Pagamos 160bs para duas pessoas o passeio para Chacaltaya e Valle de La Luna buscando no hostel (fora os ingressos para o parque). Achamos o muito recomendado Café Del Mundo, mas antes fomos até a agência de câmbio do outro lado da rua e de fato, conseguimos trocar a 2,35bs/R$. O Café tem um ótimo atendimento e Wi-Fi de verdade. A comida é bem saborosa, com sobremesa deliciosas. Após isso, fomos fazer finalmente fazer o checkin no hostel. O atendimento foi muito agradável, o quarto era quádruplo com um casal que só apareceu de madrugada. O banheiro era bom, com água quente. Peguei o taxi(55bs) rumo ao Mongo’s  Pub, ambiente legal, com música, lareira… Era próximo das 22:00, a cozinha já estava fechada e ofereceram espetinhos de carne com um molho saboroso acompanhado de uma deliciosa marguerita(89bs), sem demorar muito pelo cansaço, táxi de volta ao Loki (55bs). 

 

Dia 02/10 – 31/12/2014 

O ônibus estava marcado para as 7:00, para evitar a fadiga comemos no restaurante do Loki, preço mediano, mas muito bem servido (panquecas e iogurte com granola), o wifi nunca funciona (marca registrada da Bolívia).  Quando chegou, 100% dos ocupantes eram brasileiros. Logo fomos parando para buscar o resto da galera em outros hostels e seguimos viagem. O guia Gabriel era muito simpático e falante, sempre tentando explicar e responder à todas as perguntas. Curiosidades: A maioria das casas de La Paz são sem acabamento porque os impostos são cobrados com base na aparência, então muitos preferem deixar apenas no tijolo. Durante o caminho fizemos duas paradas, uma em uma lojinha para comprar, segundo o Gabriel o kit para ajudar na altitute: Chocolate, folha de coca e água e a outra para tirar fotos em um vale. A estrada é bem sinuosa e estreita, mas a todo o tempo o guia tentava acalmar o pessoal dizendo que faziam aquilo todos os dias. Ao entrar no parque o próprio guia já recolhe a entrada (15bs) que em nenhum momento vimos ele passando esse dinheiro para alguém, jamais vamos saber. O Soroche já está muito mais forte e o frio apertado, temperatura em torno de -10 graus. No caminho se vê vários equipamentos do Observatório Astrofisico de Chacaltaya que tem próximo a estação. Esta Estação de Ski já foi a mais alta em altitude do mundo, mas foi desativada por conta do aquecimento global. Por dentro ela é bem conservada, pintada com camas e colchões, mesas e cadeiras. Começamos uma caminhada a partir da estação rumo ao topo. A recomendação do guia é de que suba em zigue-zague e mesmo que canse, diminua o ritmo, mas não pare. O caminho é bem escorregadio.  Após 1:30 de fotos começamos a descida rumo ao Valle de La Luna. Passamos pelo centro que fica na parte de cima da cidade e descemos para a parte baixa, a “Zona Sul” de La Paz. O bairro era diferente de todos que passamos, arborizado, casas pintadas, parques, muitas mansões em condomínios fechados. Segundo o guia, para comparação, enquanto na parte alta de La Paz se paga 15bs por um café, na parte de baixa o mesmo custa 50bs. O Valle de La Luna (15bs para entrar) é uma região com formações rochosas, lembrando argila, algumas fendas com profundidade de 250m. A caminhada dura cerca de 40 minutos.

Após o passeio voltamos para o Loki, descansamos por um tempo e fomos ao centro pois precisávamos cambiar e comer. Paramos na Pizzaria Itália, na Calle Illampu. A pizza foi ok, percebemos que o costume da pizza deles é de comer direto na tábua que foi assada dispensando os pratos. Depois cambiamos por 2,35 em uma casa de câmbio na galeria Gladys na Calle Sagarnaga. É preciso ter cuidado com a cotação, pois tínhamos perguntado antes de comer a pizza e estava 2,35, retornamos 40 minutos depois e a cotação estava 2,30, reclamamos, reclamamos, de que não era honesto e tal e fizeram por 2,35. Tomamos um café no Cafe Banais (anexo ao Hostel Banais em frente à Igreja de São Francisco). Tem um café delicioso, ótimas tortas e wifi (que funciona!). Passamos na Coca Travels para fechar o salar (fica a poucos metros do Banais). Fechamos por 970bs a passagem La Paz – Uyuni + 3 dias de Passeio em Uyuni. Voltamos para o Loki e conhecemos nossos roommates que já estavam no esquenta para a festa no terraço.

Tomamos banho, nos arrumamos e fomos. Como todos dizem, o lucro do Hostel estão nas bebidas, e claro o bar estava cheio, foi difícil, mas consegui experimentar a tradicional cerveja de La Paz, Paceña. Apesar de não ser um apreciador de cerveja, achei aguada e sem sabor, mas era o que tinha.  A festa foi bem legal, com pessoas bebendo bastante, algumas do hostel outras não, algumas drogas levemente discretas pelos cantos e galera já em cima das mesas e balcões dançando. Um pouco depois da meia-noite, como nosso bus para Copacabana saía bem cedo, descemos para o quarto. Pouco depois de chegarmos, nossos roommates entraram e ficaram um pouco sem graça, perguntaram se nos importávamos de eles usarem “uma parada”, dissemos que não e fomos dormir enquanto eles cheiravam um pó de leve rs rs rs usaram e logo voltaram para a festa sem nos incomodar. 

 

Dia 03/10 – 01/01/2015

No dia seguinte, tinham vários ônibus saindo pra Copacabana. Inclusive, o nosso estava atrasado. Depois do loki passaram em vários outros hostels. A dica do ônibus rumo à Copacabana é sentar do lado esquerdo, onde ficam a maioria das paisagens. Aproveitei para pegar inclusive a primeira fileira para ter mais espaço nas pernas. Beirando o Lago Titicaca, se chega ao Estreito de Tiquina, onde todos descem de seus carros e ônibus, se paga 2 bs por pessoa e você atravessa de barco, enquanto os veículos (e suas malas) atravessam de balsa. Este é um bom momento para lanchar e ir ao banheiro. É um pouco estranho a sensação de deixar suas coisas no veículo, mas é normal. Fique atento para quando o seu veículo chegar, pois as pessoas ficam meio perdidas nesse translado, olhando e tirando fotos e acabam atrasando a viagem do bus inteiro. Seguindo, o melhor lugar para a paisagem agora é o direito, como provavelmente o ônibus estará cheio e você não vai poder mudar para o outro lado, então aproveite para descansar.

Chegando à Copacabana pela praça principal da cidade, onde se vê muitas vans e ônibus. Percebe-se um clima bem mais quente e o sol forte. (!!!!!) Cuide-se com o sol (!!!!), passe e repasse bastante protetor, vi pessoas com queimaduras graves por causa do sol de Copacabana e é fácil encontrar gringos e suas peles vermelhas. Chegamos lá sem hostel e com malas. Rodamos uns 30 minutos até decidirmos qual ficar. Nenhum condizia com os preços dos relatos (-1 ponto Mochileiros). Ficamos em um hotel que fica próximo ao Mirador e em frente ao Hotel Paraíso, o nome era alguma coisa com lago. A diária estava por 220bs mas depois de muito negociar (e utilizar a tática de agradecer, virar de costas e sair andando) ficou por 140bs rs rs rs. O funcionário parece ser um só que fica o dia inteiro e à noite dorme na sala de trás. Tinha até uma Chola que devia ser a peguete dele e ajudava na cozinha.

O hotel é grande com uma concepção bem estruturada. A água quente só funciona entre 07:00 às 10:00 e de18:00 às 22:00 (a luz acabou de madrugada) Tiramos essa tarde para conhecer Copacabana. A maioria dos restaurantes funciona com o esquema `menu del dia`. De entrada, sopa de quinua ou sopa de legumes, o prato principal era truta ou carne, arroz e salada – tudo isso foi por volta de 25 bolivianos. Após o almoço conhecemos a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana. Como estavamos no dia de nossa senhora de Copacabana, os carros na rua estavam enfeitados e floridos em homenagem à padroeira da cidade. Visitamos também o morro calvário (vale lembrar que a subida é bem puxada) e vimos um hotel bem legal, La Cupula. Fiquei com vontade de me hospedar ali, a vista é linda! Tem um restaurante legal do lado, mas certamente o preço deve ser bem salgado. 

À noite, sentamos em um restaurante de fachada azul chamado La Orilla, com recomendações do trip Advisor, que não lembro o nome, fica na rua principal. Era de uma família, que apesar de atenciosos era o pai atendendo, as duas crianças no caixa e alguém na cozinha, após 15 minutos com o cardápio da mão, com as escolhas feitas, a fome apertou e absolutamente ninguém sequer olhou para gente, resolvemos sair e procurar outro e achamos o Fogo del Cabron, jantamos no mesmo esquema do Menu del Dia. A diferença é que nesse restaurante era só um senhor pra fazer tudo e lógico, demorou. A comida servida era a mesma, com diferença na sobremesa: banana com chocolate.  Voltando ao hotel em tempo para o banho quente (7:00 as 10:00/18 às 22:00) (provável que seja uma economia porca do hotel). Após o banho fomos para a recepção tentar usar a internet prometida. Ao questionar ao oompa loompa sobre a mesma, ele tirou o roteador da gaveta e plugou na tomada, claro que não pegou, conectava ao wifi, mas não tinha internet. Aproveitei que ele foi para a salinha de trás dormir e fui futucar o roteador para entender o que estava havendo. Na verdade não era um cabo de rede como estamos acostumados era um chip 3G de uma operadora qualquer plugado no roteador, claro que não vai dar sinal, e que não vai oferecer conexão para ninguém. 

Dia 04/10 – 02/01/2015 

Acordamos cedo para o café que começaria às 7:30, e as 8 teríamos que estar no porto para conseguir passagem para a isla Del sol. Claro que como tudo na Bolívia nada acontece na hora marcada e o café da manhã começou atrasado. Como esperado era muito precário, pão duro com manteiga/geleia, porção de ovo, banana cortada e cappuccino, tudo em pequenas porções e entregue para cada pessoa algo como presídio sabe? Hahahahaha O atendente do hotel se não é o próprio dono é digno de costureira da Zara pois o mesmo que fez nosso checkin de tarde, estava a noite quando chegamos e preparou o café da manhã. Fizemos o nosso check-out e pedimos para deixar as mochilas, essa é a hora que você precisar pedir ajuda aos deuses incas para proteger sua mochila, pois ele deixou no balcão atrás do refeitório, ou seja, zero segurança. Mas é um recurso que deve ser explorado pois levar a “mochila mãe” durante o dia inteiro seria suicídio, portanto sempre cogite essa opção, vimos pessoas no barco com as mochilas grandes e já cansadas ao entrar e manejar dentro do barco, imagina como esse pessoal deve ter ficado depois das trilhas! 

Ao chegarmos no porto a fila estava enorme, mas tínhamos duas opções de cias, a Titicaca Tour e Cia.Marítima, ali pagamos 50 bolivianos para ir até o norte da ilha e outro bilhete do Sul da ilha de volta para copacabana. Após 45 minutos de viagem chagamos a ilha, o povoado é super simples, mas charmoso. Logo apareceu um guia se “oferecendo” a levar o grupo até os pontos mais altos da ilha, que vive do cultivo e da agropecuária, sendo muito difícil de se conseguir emprego, por isso, segundo ele, a maioria vive de “intercâmbio cultural” e conta com a nossa “contribuição”. Fomos até um simples museu onde se paga a entrada do parque 10 bols por pessoa e depois seguimos para a trilha, passando pelo meio do vilarejos, o que é bem bacana. O guia foi em um ritmo bem pesado, mas parou 3 vezes para descansar, sempre explicando bastante sobre a história e a cultura. Ao chegar no topo onde fica o labirinto e a mesa de sacrifício o guia de despede e diz que vai ficar parado ali esperando a contribuição. Como estávamos com o dinheiro contado até a volta para lá paz, não iríamos dar nada, mas fiquei com pena e resolvi catar no bolso alguma moeda e achei 5 bols. Ao entregar para o guia ele fechou a cara e disse que era no mínimos 10 bols POR PESSOA, disse que não podia e que ele havia dito que não era obrigatório, afinal o discurso sempre foi de que não era obrigatório, fiquei meio chateado pela situação mas dei. Após as fotos, nós demos conta de que tínhamos que voltar correndo para o porto pois só tinha barco para o lado sul da ilha as 13:30 e o tour tinha acabado as 12:30, ou seja, nos restava menos de 45 minutos para a trilha de volta, voltamos super correndo e chegamos às 13:27 no porto, claro que eles não sairiam no horário certo. Pagamos 15 bolivianos para a passagem do Norte a sul. Esta opção que fizemos nos dava mais tempo de conhecer o sul, comer em algum restaurante sem a correria que alguns fazem de pegar norte a sul pela trilha que leva em torno de 4 hrs.  Conhecemos uma brasileira que tinha passado o dia 31 na Islã del sol, disse que é bem isolado, mas que passou a virada ao redor de uma fogueira com um funcionário do Hostel contando histórias, invejei hahahaha trocaria aquele the hangover party do Loki por este fácil.  Acho que eles não se planejam direito para nada, pois nos mudaram de barco, que depois fomos descobrir que não estava planejado por eles a venda da passagem naquele horário parar no lado sul. Fomos no teto do barco, que só saiu às 14, sendo que a passagem que compramos do lado sul para Copacabana partiria às 15, ou seja, nossos planos de conhecer o lado sul, mesmo que não tenha muita coisa, estavam indo pelo Titicaca a baixo. Fomos os únicos a descer ali no lado sul,pois os outros seguiriam para copacabana. Logo que descemos, agitados pelos horários apertados, brotou do chão uma chola dizendo que tínhamos que pagar para entrar, dissemos que não iríamos entrar por falta de tempo e ela começou a argumentar que todos pagam, falamos que não iríamos entrar e a chola começou a GRITAR dizendo que tínhamos que pagar pois todos pagam. Ela chegou a pedir para ver o tíquete do barco para confirmar a história, mas mesmo assim ela não parava de gritar que todos pagam e que tínhamos que pagar. “Passei” por cima dela e nos dirigimos ao Porto e ela de longe foi nos seguindo para confirmar a história. Embarcamos e ela desistiu, fiquei chateado com aquela situação. Claro que o barco não saiu no horário, entramos e sentamos em cadeiras acolchoadas e confortáveis, o problema é que venderam muito mais da capacidade e teve muita gente no chão e em pé. Saímos atrasado  e no meio da viagem o barqueiro começou a reduzir a velocidade  até que descobrimos que a gasolina estava acabando, ele começou a rodar em círculos e gritar para os outros barcos implorando por gasolina, ninguém deu bola. O barqueiro resolveu voltar a rota até Copacabana em baixa velocidade para ver até onde a gasolina ia dar. Até que apareceu um barco só para trazer o galão, que nem parou, jogou o galão para dentro do nosso barco e foi embora.

Chegando em Copacabana, buscamos as mochilas no hotel, estavam inteiras e intactas e fomos almoçar. Na rua 6 de agosto, onde tem tudo, nos deparamos com o restaurante que procuramos ontem à tarde toda, El castillo. Percebemos que a boa de Copacabana é pedir o menu do dia nos restaurantes. No el castillo pagamos 25 bs por salada, sopa, prato principal e suco. O hambúrguer vegetariano é delicioso!   Embarcamos no ônibus para La Paz, ao chegarmos no bus quem encontramos? Aquela brasileira do barco, da fogueira. Papo vai, papo vem, descobrimos que elas também estavam indo para o Loki, logo combinamos de dividir o taxi pois o ônibus da Titicaca Tours (30Bs) nos deixaria no terminal de bus. Negociamos com o taxista para nos levar, afinal éramos 5, e ele topou, na verdade os bolivianos topam tudo por dinheiro hahahaa, neste caso, por 15 bolivianos. Fizemos o check-in, coincidentemente pegamos o mesmo quarto, e estávamos torcendo para ser os gringos de antes, pois bem ou mal já conhecemos os problemas e não podemos negar que eles fizeram o possível para não nós incomodar. Mas não eram ele, eram dois caras que já estavam dormindo, pedimos desculpas pela hora, deixamos as malas e saímos para comer. Pegamos um táxi até o recomendado Café Del Cidade, um lugar bem charmoso, que fica aberto 24hrs e com uma comida muito saborosa e wifi funcionando (thanks god) e que aceita cartões!! Comemos empanadas. Fomos no burguês king complementar o nosso lanche, fica no quarteirão ao lado. Fomos para a praça Plaza Mayor próxima e avistamos a Igreja de São Francisco, infelizmente pegamos a missa no final. Tinha um presépio lindo, e na hora da benção final o padre chamou os que quisessem para próximo do altar para a bênção com água benta e discretamente com a gopro entre o casaco fui filmando eu me aproximando do altar, até que um senhor parou na minha frente, disse que era para eu desligar a câmera, finjo que não estava entendendo e ele ameaçou a pegar a câmera, enquanto isso sem ele perceber, a desliguei e disse que não estava fazendo nada. Ele aumentou o tom de voz dizendo que era uma proibição da própria igreja e que era para eu apagar a memória da câmera, como já tinha desligado, disse que não tinha nada, mostrei o visor da câmera apagado e sai andando. Só depois reparei que realmente havia uma placa proibindo fotografia e filmagens. Talvez seja falha minha, mas fiquei chateado com a ignorância no qual fui tratado, é claro, por respeito ao templo seja lá de qual religião for, sempre desligo flash’s e barulhos e tiro poucas fotos para apenas registrar aquele momento e não tirar a concentração dos demais que ali estão.

Depois voltamos para dormir, e tivemos um problema com tomadas, todas as noites utilizei 5 tomadas para carregar os gadgets, então no meu kit já contemplei um benjamim, mas a tomada dessa cama ficava atrás então só consegui carregar dois por vez, coloquei o relógio para despertar no meio da noite para trocar por outros dois, um ficou sem carga, ou seja, sugestão, se tiver esse tipo de necessidade tente levar uma extensão, mesmo que pequena e o benjamim para o número de aparelhos que precisar. Ai vem seu avô ancião e diz, mas meu filho, você vai botar fogo na casa assim”, ok, antes isso do que ficar sem bateria rs rs.   

 

Dia 05/10 – 03/01/2015 

Nossos colegas de quarto colocaram o despertador para o mesmo horário que a gente, esperamos eles saírem e levantamos, fizemos o check-out e deixamos os mochilões em uma sala que o Loki tem reservada para isso, fechada com cadeado e várias estantes. É bem organizado, tinha identificação para cada mala e você um tem um recibo para buscar mais tarde (a dica é deixar a toalha que provavelmente tomou banho e esta molhada por cima da mochila, certamente no final do dia estará menos molhada)  Partimos para calle sagarnaga para resolver vários pepinos: câmbio, saque, comida e Coca Travel. Começamos pelo café Del mundo que nos revelou um espaço no segundo andar maravilhoso, com um colchão e uma mesa no meio… Várias almofadas e o wifi top de sempre!! Comemos uma panqueca deliciosa e fomos fazer saques. Conseguimos utilizar dois terminais diferentes, brisa e united. Fomos ao coca Travel e fechamos o passeio para  Uyuni.  Quase 10h da manhã, pegamos a van para o cemitério, próximo à Igreja. Um caos de trânsito para um sábado. Descemos, fomos em busca da van pra Tiwanaku. Enquanto isso, compramos algumas pães que são baratos, vendidos na rua pelas cholas e da para salvar da fome e encher o estômago e salteñas (Salgado com batata que pode ser de carne, ovo ou misto, por 3bols, esse em particular não era gostoso, comemos um em tiquina melhor). Embarcamos na segunda pior van da Bolívia. Uma bagunça, só faltavam as galinhas dos relatos que havíamos lido. Cholas, crianças, pessoas estranhas. Tentei conversar com Carlos, um “cholinho” de uns 3 anos muito observador e atento ao que estávamos fazendo e falando, mas não respondia quando eu perguntava, deixando esta tarefa para o seu pai. 1:30 depois chegamos a tiwanaku, com a surpresa de que esta van não levava até as ruínas e sim deixava NO MEIO DA ESTRADA, mas tinha algumas vendinhas e uns 3 táxis parados que ao ver nossa situação começaram a buzinar e nos cobraram 10 bols para fazer o percurso de 2 km, estávamos beirando o desespero com a situação e não dá nem para negociar (sugestão: fechar o passeio na agência). Lá pagamos 80 bols por pessoa para o passe para o sítio arqueológico, temos que dizer a nacionalidade e quando o tiozinho viu que éramos brasileiros disse “neymar muito bom”, como amo futebol #sqn demorei a entender, só depois retruquei “Ahhhh claro é um grande ídolo” hahahaha São seis lugares distintos para visitar, começamos pelo museu de cerâmica e depois para as pirâmides, o museu é simples demais e sem identificação de muita coisa, confabulamos que não é melhor explicado para forçar uma barra e contratar sempre um guia. Confesso que esperava muito mais, você vê os monumentos e não tem nome, nada, é difícil de se localizar no mapa, fomos até a pirâmide apenas e tomamos caminho da roça. Como na Disney, a saída vai cai direto em lojinhas de presentes, dá para comprar algumas lembranças.  Avistamos duas vans escrito LaPaz (15bols) com uns gringos de cara amarrada dentro, fui procurar saber o que estava havendo e eles reclamando disseram que o motorista só saia com a van cheia e já estavam a meia hora ali esperando e com a gente ainda faltavam dois lugares a ser ocupados. Esperamos por quase uma hora até que começamos a reclamar e vagarosamente ele começou a partir e sempre buzinando em busca das duas cabeças faltantes. Ao chegar na estrada, pegamos uma chola e sua filha e seguimos viagem. (Pensando melhor, acho que trocaria este passeio de Tiwanaku pela ilha de uros, em questão de cultura e novidade parece agregar muito mais. Só é preciso ter cuidado, pois nos disseram que alguns passeios oferecem parar na ilha de uros no caminho, mas esta é fake, feita sobre pedaços de madeira. Apenas com a palhas de uros por cima, e lá ficam alguns restaurantes) Após 1:30 de volta, o motorista nos deixou de volta ao cemitério, mas apesar de ser sábado, o trânsito estava muito pesado, pensamos em descer de teleférico (segundo os locais, o Mi Teleferico foi a única coisa que Evo Morales fez durante o maneta e usou isso como feito de campanha e colocou vários laranjas, inclusive um ex presidente )para se reeleger), mas ficamos com medo de gastar mais tempo e pegamos um táxi, que cobrou 45!!!!! Bols porque segundo ele o trânsito estaria trincado. Nosso bus, incluso no pacote de Yuni sairia as 19 horas com TransOmar uma empresa também recomendada.

Pegamos a mala na sala de malas no Loki, como fizemos checkout no Loki pela manhã, nossas pulseiras foram carimbadas com CHECKOUT, que garantiria a nossa reentrada.  Compramos no camelô alguns snacks pra viagem.  Pagamos 15 bols pelo táxi até o terminal de bus. A instrução da coca Travel era de procurar o guichê da TransOmar. Ficava do lado esquerdo um pouco escondido, demos todos os recibos e a atendente fez uma cara estranha e disse que o ônibus já estava lotado, então eu disse que teria que sair aquele dia e que não tinham mais hostels disponíveis na cidade e que teríamos que ir para uyuni naquele dia. Ela mostrou que nossos nomes estavam no ônibus do dia anterior. Depois de muito falar no telefone com alguém da coca, ela nos deixa esperando até nos levar a uma outra empresa. Esse bus atrasou, como de costume #boliviawayoflife e saímos apenas por volta de 19:30. Encontramos alguns brasileiros (a Camila e o Lucas, Gabriel e uma japa brasileira). Quando partiu, apareceu um cara cobrando 2 bols pela taxa de embarque do terminal de La Paz, óbvio que tivemos que pagar, mas me pergunto o porque se diferente da Omar e das outras empresas, pegamos o ônibus na rua, ou seja Taxa de Embarque na Rua?, mas enfim, coisas de Evo.  O ônibus correu bastante, passando dos 80km/h em uma estrada de terra, decolando algumas vezes. Paramos em um povoado por volta de 1 da manhã , várias empresas pararam ali é claro sempre com uma chola vendendo algo, o banheiro custou 1bol, porque o do ônibus era apenas um buraco, que se tiver desesperado dá para recorrer à ele.

 

Dia 06/10 – 04/01/2015

A previsão para chegada era entre 8 e 9, e teríamos algum tempo até a saída do passeio as 10:30, mas chegamos na Zona Terminal de Uyuni às 5 e absolutamente nada estava aberto, mas logo pessoas começam a nos abordar para oferecer os passeios para o salar, Camila e Lucas ainda não tinham o passeio e a cotação estava em torno de 800bols para 3 dias.Procuramos por um Hostel que deixasse a gente descansar até as 10, mas a maioria cobrava a diária inteira ou meia diária, algo em torno 30 dólares, acreditamos que esteja inflacionado por conta do Paris Dakar que começaria em uma semana. Ficamos rodando até encontrar o Lucas que nos indicou o Nonis, era o único restaurante aberto. Fomos até lá e encontramos os outros dois brasileiros que estavam no ônibus com a gente. pagamos 15 bols no breakfast “Simple” que vem, jarra de água quente, chá & capuccinos em saquinhos um pão, manteiga e geleia, como sempre com plaquinhas de wifi que ninguém nunca viu nem ouviu, só se ouviu falar… Perto das 10, fomos até a agência terceirizada da Coca Travels, Camel Tur, a dona, D.Albina, que supostamente nos esperaria na Zona Terminal estava sentada com vários papéis em sua mesa digna de cartório brasileiro. Apresentamos os recibos e ela logo nos alocou. Esperamos, esperamos, deu a hora e a D.Albina simplesmente sumiu, todos começaram a ficar um pouco tensos pois as agências próximas já estavam com o jeeps a postos e os nossos nada. De repente apareceu uma menina chamando alguns nomes e nada do nosso. De repente ela apareceu com vagas em um Jeep de outra agência e fomos, resumindo, na pratica a agência que você contrata ela terceiriza a de uyuni, que por sua vez quarteriza os jeeps e “quinteriza” os hotéis e comidas pelo caminho, ou seja, não adianta muito ficar procurando A AGÊNCIA, pois o fator, que contou no nosso caso foi sorte, portanto tente economizar e pedir desconto e ir a mais barata. Foi aí que conhecemos quem seria nosso guia pelos próximos 3 dias. Jaime e seu Lexus Lx450 1995 (as agências usam como propaganda que o 4×4 será um jipe Toyota Land Cruiser, para eles é sinônimo de segurança e, claro, nem sempre será). Pouco depois de sair da cidade, fomos parados em uma blitz e o policial pediu a lista de ocupantes dos carros feita pela agência. Como havia tido aquela confusão de quem vai aonde, Jaime não tinha a tal lista e enrolou 50 bols na mão e deu para o policial que agradeceu e disse para tentar fazer certo da próxima vez (me senti em casa nesse momento hahaha) Gostei do nosso guia pois ele não pegava as rotas dos demais, buscando sempre caminhos alternativos, que sempre acabava chegando junto ou antes dos demais. Começamos o tour, nossos colegas de carro eram dois franceses de 23 anos (que não falavam absolutamente nada de inglês ou espanhol) e um casal chileno de 25 que nos proporcionou grandes momentos de silêncio e calmaria GRRRRRR . A primeira parada foi o cemitério de trens, como Jaime nos deu apenas 15 minutos de parada, foi uma correria só, é muita gente, tinha que ficar esperando, saímos triste porque não conseguimos tirar muitas fotos, portanto negocie com seu motorista mais tempo, sair com antecedência, não sei, porque é um lugar bem bacna e o tempo fica curto. Depois fomos para um “pre-salar”, um lugar aonde de fato são extraídos o sal, com vários montes. De lá partimos para o grande e famoso salar que estava seco e com as formações hexagonais o que dificultou as famosas fotos de perspectiva. Paramos, tiramos algumas poucas fotos pois nossos companheiros tiravam 1,2 fotos e já voltavam para o carro. Grrrrr Fomos almoçar no Hotel de Sal, hoje desativado, que fica no meio do deserto, que é onde fica aquela plaza com as bandeiras de vários países. Logo nosso guia nos chama, pelo que entendi há apenas uma lojinha de lembranças e o bãno por 5bols, o resto são mesas que são disputadas pelos motoristas que chegarem primeiro, ao conseguirem garantir os lugares, eles começam a tirar as comidas do porta mala dos carros. Comemos chuleta de boi, arroz, salada de tomate e pepino, para beber tínhamos coca e água, de sobremesa bananas. Aproveitamos o tempo restante para tirar fotos. Pegamos uma reta sem fim até a Ilha do Pescado, uma montanha no meio do deserto que tem esse nome por ter formato de peixe, composta por uma densa vegetação e muitos cactos. Para entrar é necessário pagar 30 bols com direito a bãno, Jaime nos deu 2:30. Como não achamos muito legal subir a montanha que nem é tão alta, resolvemos não pagar (dá para tirar algumas fotos legais mesmo sem subir/pagar) e usar esse tempo para tirar as fotos que queríamos no nosso tempo, sem ninguém perturbando. Encontramos a Camila e o Lucas novamente, quando dissemos que não iríamos pagar ficaram rindo putos por terem pago “sem necessidade” pois estava um sol forte, calor e subiriam aquela montanha sem nenhuma árvore, estava desanimando e não tinha nada de tão legal assim. Camila disse que o vale de entrada não tinha nada dizendo o nome, perguntou se queríamos utilizar para ir ao banheiro, pegamos o vale dela e fomos todos ($aving). Dissemos que queríamos tirar as fotos de perspectivas e eles super compraram a ideia e conseguimos tirar todas as que queríamos. Nos despedimos novamente, aliás isso é outra coisa que acontece muito, como os roteiros são iguais e são milhões de jeeps fazendo os passeios, nas paradas você acaba sempre encontrando as mesmas pessoas várias vezes. Como já era por volta de 16, nos encaminhamos para hotel aonde iriamos pernoitar. Ai começa a competição entre os motoristas, as famílias bolivianas se aproveitam do turismo e abrem suas casas para receber os visitantes, e como são vários ao longo das rotas, a vaga é de quem chega primeiro, paramos no povoado de tanil vinto, um hotel de Sal fake, construído sobre alvenaria normal e com sal por cima para dar um charme, como vários carros estavam hospedados ali, como sempre faltou tomada para todos. O quarto era bem pequeno, só tinha a cama. O banheiro também era pequeno, apenas 2 cabines e 1 ducha. O banho era frio e acabou a água no meio dele (mas depois conseguiram mais) Quando chegamos, pouco tempo depois teve um lanchinho (chá, café e biscoitos rosquinha). Perto do hotel-alojamento tinha um outro hotel e um mini shop. Fomos passear um pouco, afinal eram 5 da tarde e estávamos entediados no hotel. Não havia nada além de frio é muito vento e a lojinha vendinha algumas bebidas quentes e comidas como biscoitos, miojo e etc. Voltando pro hotel, ficamos conversando, mas as pessoas não interagiam e ficavam só conversando em duplas. O jantar foi servido às 20h, como sempre, entrada sopa e o prato era arroz, e um pollo muito bonito com papas fritas, tomates e banana assada. Quando voltamos ao quarto estávamos sem luz. O cansaço era tanto que não valia a pena reclamar. Fomos dormir. Quando deitamos na cama, lembramos da roupa que havíamos lavado. Estava no varal e havia começado a chuva fui correndo pra pegá-las, a chola ficou rindo da minha cara. 

 

Dia 07/10 05/01/2015

No dia seguinte, acordamos cedo, o desayuno foi as 6:30 e partimos as 7. Neste dia, visitamos as lagunas antiplanicas, arbol de piedra, deserto de Siloli e a laguna colorada (a partir da arbol de piedra estávamos na reserva nacional Eduardo avaroa) As lagunas antiplanicas são: cañapa, hedionda e honda. Visitamos nesta ordem, primeira a cañapa, onde vimos muitos flamingos onde paramos na hedionda para almoçarmos. Não tínhamos mesa e tivemos que comer sentados num muro num sol de rachar. A comida estava muito boa: polos à milanesa, arroz, salada. Tivemos sobremesa: laranja. O banheiro: químico compartilhado h/m o qual uma mulherzinha limpava a cada utilização e ainda por cima tinha dois espaços, resíduos sólidos e líquidos!  Depois do almoço, fomos a laguna honda e seguimos para a reserva. Passamos na arbol de piedra e laguna colorada. A laguna colorada é avermelhada pela presença de algas que dão essa cor, embora quando fomos lá não estivesse tão avermelhada como de costume. Perto da laguna colorada tem uma cabine da reserva, onde nos identificamos e pagamos 150bs por pessoa pra entrar. O hotel que ficamos nesse dia foi pior que o primeiro. Um dono mega mau humorado, com seu filho, Gonzalo, guardião da ducha. Por custar 15bols o banho, cada um que chegasse perto da porta, Gonzalo já cobrava. A luz só seria ligada às 19 para carregamento dos eletrônicos, claro que até isto atrasou. O dono já avisou logo que a Luz era com gerador e tinha pouca gasolina para o mesmo. O jantar foi como sempre uma sopinha de legumes, com macarrão e molho de tomate como prato principal. Jaime passou para nos dar boa noite e avisou que teríamos que sair cedo para pegar o nascer do sol nos geisers, com o desayuno as 4:30 e saída as 5.  Fomos então embarcar na pior noite de sono da viagem. O colchão era ruim, a lua adivinhou nossa posição e estava bem no nosso rosto e os lençóis empoeirados.

 

Dia 08/10 – 06/01/2015

Para não ter problemas, resolvemos acordar as 3:30, para variar as luzes estavam todas desativadas e tivemos que arrumar no total escuro, utilizando a lanterna do celular. O café da manhã eram panquecas, geleia, doce de leite e manteiga. Os gringos franceses simplesmente acordaram minutos antes do café, se arrumaram e estavam tão prontos quanto nós (devíamos aprender com eles!) Partimos as 5 em ponto. Estava um frio absurdo e um breu total. Fomos dormindo no carro até os géiseres. Chegando lá, o sol já nascia. Visitamos os géiseres e as lavas vulcânicas, mesmo nesse lugar, o frio era bem grande. Depois fomos na laguna verde e depois nas termas polques. A laguna verde  não estava verde, mas era incrivelmente linda com o vulcão lincalibur ao fundo. Agora, o termas polques é sensacional! Aquela água quentinha no meio de um deserto, muito muito gostoso! Vale a pena se desaquecer e colocar um biquíni para mergulhar. Agora, o grande desafio é tirar uma foto: como tem muito vapor, é como tirar uma foto na sauna. Voltamos ao carro para partir. A última parada foi o vale de las rocas. É Um pouco parecido com o arbol de piedra. No caminho, lembramos que nos foi prometido ver lhamas, e obviamente só a gente lembrava e só a gente ligava pra isso. Quando o Jaime se lembrou, logo parou para tirarmos fotos com algumas que estavam perto da estrada. É engraçado, elas estão sempre em bando e começam a caminhar lentamente para longe de você. Com aquela perna enorme ela fez isso sem que percebêssemos e com isso, não deu pra tirar muitas fotos. Quase chegando a uyuni tinha um povoado que paramos rápido: san cristobal. A cidade era bem pequena e segundo Jaime, todos ali trabalhavam nas minas de prata e ouro que haviam na cidade. Quase chegando em uyuni pensamos em como poderíamos fazer para revistar o cemitério de trens e tirar mais fotos. Quando descemos do carro, fomos ver com Jaime se ele poderia nos levar (pagaríamos um extra). Logo de cara a mulher da agência já negou, não deixando nem o Jaime responder, afirmando que amanhã já teria outro passeio pro salar e ele precisava preparar o carro. Pegamos o GPS e fomos em direção ao cemitério de trens à pé, na direção fica o quartel do exército boliviano, parei para perguntar se era muito longe, pois estavamos com as mochilas e queria saber se era perigoso, mas os milicos disseram que era tranquilo. Fomos na direção, mas o sol estava quente, o peso aumentando com o cansaço. Resolvemos voltar e como era por volta de 17 hrs e tínhamos o bus para sucre às 20:00 fomos procurar um lugar para comer e com wifi para fazer hora. Na mesma rua das agências, passamos por uma pizzaria chamada Milan Center, perguntei para alguns clientes se o wifi funcionava de verdade e fizeram com a cabeça que sim. Demos falta de um celular, voltei correndo na agência para ver se encontrava o motorista para procurar no carro, já não havia mais ninguém. Pedi para a D.Albina ligar para a Sol de Mañana (agência responsável pelo motorista) para ver se por acaso tinha ficado no carro, D.Albina pediu que voltasse 15m mais tarde, voltei à pizzaria e procurando melhor nas mochilas, acabamos achamos o aparelho. Voltei na agência, para dizer que achamos e D.Albina fazendo uma cara triste, disse que tinha entrado em contato com nossos companheiros de carro e que todos afirmaram que eu estava o tempo todo com o aparelho na mão tirando foto e que só poderia ter perdido comigo e não no carro. 1- Os franceses não falavam lingua alguma 2- O casal de chilenos não estavam com celular 3- Uso câmeras de mão e sequer peguei no celular em qualquer momento. Ou seja, não confie, infelizmente ela não deve nem ter ligado e se realmente tivesse ficado no carro, ela daria a mesma resposta que deu e ficaria com o aparelho. Depois de muito comer e usar o wifi que de fato funcionava e tinha uma qualidade aceitável, resolvemos dar uma volta pela Plaza Arce, onde os mochileiros se concentram, ficam tocando violão sentados no chão e cantando e acabamos encontrando o Lucas & Camila em um restaurante que tocava um bom rock americano e luzes baixas. Mas é bom consumir, eles não dão a senha do wifi se não for cliente. Como o casal também iria para Sucre, começamos a procurar um hostel juntos, separamos alguns e nos dirigimos ao que eles chamam de Zona Terminal de Uyuni, que nada mais é do que um cruzamento de ruas onde chegam e saem os ônibus. Chegamos na empresa 6 de Octubre e tínha 3 ônibus para sucre no mesmo horário. Aquela ambiente boliviano com pessoas questionando sobre qual era o certo, a dona recebendo e anotando o nome dos clientes e ela rapidamente procurando nos 3 livros de passagem para cada veículo. Nos acomodamos na calçada para aguardar o embarque, até que a luz acabou. Quando finalmente subimos no bus ninguém pediu qualquer tipo de comprovante. Já eram mais de 20:00 quando saímos. O motorista parou algumas vezes no meio da estrada por motivos aleatórios, urinar, verificar pneus e etc o que atrasou em muito a chegada.

 

Dia 09/10 07/01/2015

A previsão era de 5:00 e chegamos por volta de 6:15. A rodoviária de Sucre é uma verdadeira bagunça, mães trocando fraldas das crianças nos bancos, pessoas gritando, criança chorando, mas todos seguindo seus rumos sem atrapalhar o fluxo. Ao abrir o bagageiro, descobri que tinha uma pessoa deitada lá, toda enrolada em cobertores, tinha um clandestino no meu ônibus!!!!! #boliviawayoflife rs rs rs Aguardamos nossos amigos que estavam no outro bus até as 7:00, mas infelizmente nos desencontramos e possivelmente jamais nos veríamos. Então tomamos um taxi até o hostel que era o primeiro dos três selecionados por nós 4. Não tinha vaga, decidimos seguir a pé por 5 quarteirões até o segundo Kultur Berlin Hostal, só não contávamos que Sucre fosse cheio de subidas e descidas, tivemos que parar algumas vezes para respirar e beber água, até que chegamos no hostel e ao perguntar do quarto o atendente disse nossos nomes, questionamos como ele sabia, ele disse que Lucas & Camila tínham chegado mais cedo e reservado um quarto para nós quatro,UFA! que sensação de alívio. O Hostel era muito charmoso e bem frequentado com quartos espaçosos e boa ventilação. Foi o melhor banho da bolívia. Finalmente descobrimos o que aconteceu, o bus deles que saiu um pouco depois que o nosso chegou no horário correto, às 5 e o nosso chegou com quase duas horas de atraso, não conseguimos entender o que houve, provavelmente algum esquema de leva e traz aconteceu enquanto dormíamos. Conversamos um pouco, tomamos banho (o melhor da bolívia, de longe) e fomos tomar café no próprio hostel, com pães que pareciam ser caseiros, torradas, geléias, yogurtes, granolas, tudo muito gostoso, mas como já estava quase na hora de encerrar, a atendente do restaurante, muito solícita disse que por só ter aquilo dali e que não seria reposto, deveríamos ter um desconto, muito nobre a atitude dela.  Todos os relatos lidos no mochileiros diziam que era tranquilo a compra de passagem Sucre SRE para Santa Cruz de La Sierra VVI, que podia até ser comprado na hora. Fiquei receoso e convenci à todos a irmos até o aeroporto e já deixar comprado a passagem para o dia seguinte, visto que VVI-GIG era às 12:50 de quinta-feira. Ao chegar no bolcão da Boa, tudo lotado até domingo (-1 ponto Mochileiros), Amazonas tudo lotado até domingo, ai começou a bater o desespero, as outras duas também não tinham vaga. Conversando com os atendentes disseram que não é fácil comprar na hora e que haveria chance se colocássemos o nome na fila de espera, mas que diante do vôo para o Brasil no dia seguinte, seria melhor ir naquele dia mesmo e pernoitar em Santa Cruz, pois o aeroporto de Sucre por ser muito pequeno e sensível ao mal tempo, acaba fechando por qualquer coisa e o risco de perdermos o outro seria grande. Colocamos o nome da lista de duas companhias e combinamos que voltaríamos por volta das 16:00 para checar o andamento. Pegamos o taxi do aeroporto por 30 bols até o centro de Sucre, o taxista, muito falante disse que tínhamos que comer o tradicional chorizo de Sucre e o melhor restaurante era o Dõna Natti, ao chegar lá era 45 bols por dois chorizos e o resto do prato de salada e só havia esse prato na casa. Não tinha outra opção, não se podia escolher mais nada, a única opção que deram é com apenas um chorizo por 35 bols, ainda era muito além do que estávamos acostumados. Vimos um movimento em uma esquina antes em um restaurante e resolvemos conferir. O almoço era o nosso querido Prato do Dia, só que agora por apenas 14 bols, com Sopa de Quinoa, o prato principal tinha batata frita, arroz e carne moída com ovo e frutas de sobremesa. Comida OK, para matar a fome foi suficiente. Depois fomos procurar um lugar para comer sobremesa, mas estava tudo fechado para o almoço, de 12:00 às 14:30 boa parte dos lugares fecham. Depois passamos na Casa de la Libertad (em frente à Plaza 25 de Mayo) que é linda, mas como estavam fechando para o almoço só conseguimos tirar fotos rápidas no jardim. Ainda à procura de um lugar para o doce e achamos um beco onde fica a escola de línguas Aliança Francesa, lá tem o La Taverne (Aniceto Arce No 35, Sucre, Bolívia) , um restaurante bem charmoso, o preço é mediano, mas com sorvetes maravilhosos (c/WIFI) ,  Nos despedimos de vez de nossos amigos e fomos ao hostel pegar nossas coisa já que não passaríamos mais a noite conforme tínhamos planejado, que por sinal, seria maravilhosa. Teria nous de margueritas e aula de salsa gratuitas para os hospedes. Voltamos ao aeroporto.o avião da BoA saíria às 17:00 passando por Cochabamba CBB e depois Santa Cruz VVI e o da Amaszonas saíria 17:30 direto para Santa Cruz, por este ser mais barato 811bols fomos nesse. Na fila para  passar para o salão de embarque, me dei conta que o meu bilhete estava com o nome do meu pai (quando entreguei a minha identidade a atendente digitou o nome dele ao invez do meu) Corri para o balcão e atendente me disse que daria muito trabalho e que eu iria assim mesmo #boliviawayoflife, ao embarcar percebi que a mesma pessoa do balcão era a que conferia o bilhete e encaminhava ao avião, mole para fazer tráfico de armas e drogas, só precisa pagar uma pessoa rs rs rs rs. Chegamos em Santa Cruz, pagamos 60 bols de taxi até o Hotel Elisa. A cidade é bem parecida com os padrões brasileiros, sério, calor, trânsito, buzina, sujeira na rua, arquitetura.  O hotel com um custo/benefício razoável, apenas com ventilador e próximo do centro. Lá a cidade é dividida por anéis rodoviários, se não me engano são quatro. o hotel ficava próximo ao 1. Ficamos sabendo que tinha um Hard Rock Café em Santa Cruz, deixamos as coisas no quarto e pagamos 30 bols para ir até o Ventura Mall. A medida que vai se aproximando do shopping a atmosfera da região vai mudando, se percebe os carros mais novos, casas mais estruturadas e trânsito mais civilizado. O shopping não perde em nada para os do Brasil, lojas de grifes (CK, Mont Blanc) pessoas muito bem arrumadas, banheiros impecáveis. De fato uma realidade que eu não esperava encontrar na Bolívia. Em um prédio anexo tem o Hard Rock Café e um que está próximo à inaugurar, Fridays. O  restaurante é padrão americano, tanto no preço como na qualidade impecável. Para duas pessoas, deu 280 bols, mas de fato uma refeição americana, bem servida e saborosa. Voltamos ao hotel para sair às 9 da manhã para o aeroporto.

 

Dia 10/10 – 08/01/2015

O café da manhã é pobre e simples, só para dizer que tem, pão e café/chá. Chegamos no aeroporto às 11:00 e a fila para o avião estava enorme por ser Vôo diário, portanto, se programe para chegar com antecedência.

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